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Meio ambiente

Crise climática: um dos maiores desafios do século XXI

Destaca-se, nesse sentido, a necessidade urgente de reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, o que requer transformações nos setores de energia, transporte e agricultura

Publicado em 03 de Março de 2025 às 02:00

Públicado em 

03 mar 2025 às 02:00
Rodrigo Medeiros

Colunista

Rodrigo Medeiros

A Organização Meteorológica Mundial informou que 2024 foi o ano mais quente da história. De acordo com o climatologista Carlos Nobre, em sua coluna no UOL, de 12 de fevereiro, “em janeiro de 2025, um novo recorde foi registrado”. Há registros de uma escalada dos efeitos do clima na saúde e nos preços dos produtos agrícolas.
Segundo Nobre, “pessoas em todo o mundo enfrentam um risco crescente de eventos climáticos extremos que ameaçam a vida”. Citando um relatório publicado na revista científica The Lancet, em outubro de 2024, o climatologista descreveu diversos limites para a adaptação da saúde às mudanças climáticas. Limites fisiológicos, financeiros, de governança ou política, físicos ou de infraestrutura e sociais foram abordados.
A atual crise climática representa um dos maiores desafios globais contemporâneos, caracterizada pelo aumento acelerado das temperaturas médias do planeta, eventos climáticos extremos crescentes e a alteração dos padrões climáticos em diversas regiões.
mudanças climáticas
Mudanças climáticas Crédito: Shutterstock
Esse fenômeno é amplamente impulsionado pela ação humana, especialmente através da queima de combustíveis fósseis, desmatamento e atividades industriais, que aumentaram significativamente a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
Há décadas a comunidade científica nos alerta sobre a complexidade e a escala das mudanças que requerem respostas coordenadas e urgentes de governos, setor privado e sociedade civil. Práticas agrícolas insustentáveis, especialmente a pecuária intensiva e o desmatamento para a expansão agrícola, reduzem drasticamente a capacidade de absorção de CO2 pelas florestas, agravando ainda mais a situação climática.
O aquecimento global e as mudanças climáticas resultantes representam um dos maiores desafios do século XXI. A mitigação da crise climática enfrenta desafios complexos e multifacetados, que contemplam desde a inércia política até barreiras econômicas e tecnológicas.
Destaca-se, nesse sentido, a necessidade urgente de reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, o que requer transformações nos setores de energia, transporte e agricultura.
A transferência de tecnologia e o financiamento são essenciais para capacitar diversos tipos de comunidades na implementação de estratégias de adaptação. Ainda assim, é crucial fomentar a conscientização e o engajamento de comunidades locais, garantindo que o conhecimento tradicional seja valorizado e integrado nos planos de adaptação.
Impactos das mudanças climáticas não são distribuídos de maneira equitativa. Países em desenvolvimento, que historicamente contribuíram com uma parcela relativamente menor nas emissões globais de gases de efeito estufa, são frequentemente os mais afetados por eventos climáticos extremos.
Tal fato levanta questões de responsabilidade moral e justiça intergeracional, pois os países desenvolvidos são chamados a fornecer apoio financeiro e tecnológico.
As perspectivas para enfrentar a crise climática exigem uma abordagem centrada na inovação tecnológica e na justiça social, promovendo o uso de fontes renováveis de energia, como solar e eólica, que apresentam custos decrescentes e potencial elevado de implementação em diversas regiões.
Tecnologias emergentes, como a captura e armazenamento de carbono, são vistas como complementares para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.
No entanto, a efetividade dessas soluções depende da cooperação internacional e do comprometimento dos países em cumprir metas sustentáveis, além de requerer uma transformação nos modelos econômicos, priorizando o bem-estar humano e a preservação ambiental.
Um enfoque adaptativo e inclusivo, que compreenda a interseção entre tecnologia, políticas públicas e equidade social, é essencial para enfrentar os desafios climáticos.
Conforme avaliou Carlos Nobre, “se as políticas atuais forem mantidas, o mundo caminha para um aquecimento superior a 3°C até 2100”. O climatologista apontou ainda que aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas estão em alto risco devido aos impactos do clima. Precisamos mudar os rumos políticos, econômicos e tecnológicos em diversas escalas territoriais no mundo.

Rodrigo Medeiros

E professor do Instituto Federal do Espirito Santo. Em seus artigos, trata principalmente dos desafios estruturais para um desenvolvimento pleno da sociedade.

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