Rede Farmes: associativismo ganha força no varejo farmacêutico
O avanço do modelo associativista segue no centro das estratégias do varejo farmacêutico brasileiro. Não à toa, o Grupo Farmes participou de um dos principais encontros nacionais do setor, que reuniu redes, indústrias e lideranças para discutir tendências, fortalecer parcerias e alinhar caminhos de crescimento.
Consolidado como um marco no calendário do segmento, o evento, que aconteceu entre os dias 6 e 8 de abril, funciona como ponto de convergência para decisões estratégicas e leitura de mercado. Nesse contexto, a presença da diretoria e equipe de gestão da Farmes reforçou o papel do associativismo como ferramenta de escala, competitividade e sustentabilidade para redes regionais.
O modelo, que ganha cada vez mais relevância no país, permite maior poder de negociação com a indústria, compartilhamento de inteligência e padronização de processos, fatores decisivos em um setor marcado por margens pressionadas e alta concorrência.
“O mais importante desses encontros é somar experiências, aprender e evoluir com grandes players do mercado farmacêutico. Seguimos acreditando que é na conexão entre redes, indústrias e lideranças que construímos um setor mais forte, colaborativo e inovador”, disse o presidente do Grupo Farmes, Braz Luiz Bosi.
Para ele, o associativismo amplia a capacidade de inovação e resposta às mudanças no comportamento do consumidor. "Nossa participação no encontro também abre espaço para a construção de novos acordos comerciais e parcerias estratégicas, com impacto direto na operação dos associados e na experiência final do cliente", concluiu.
Movimento que une café com eventos esportivos começa a ganhar força no Estado
No embalo do Dia Mundial do Café, celebrado na próxima terça (14), um movimento começa a ganhar força no Espírito Santo ao reposicionar a bebida para além do consumo tradicional. Cada vez mais presente em ambientes ligados ao esporte e ao bem-estar, o café passa a integrar o estilo de vida ativo do capixaba, conectando marcas a quadras de areia, pistas de corrida e até experiências radicais.
Na Grande Vitória, iniciativas envolvendo o Café Raízes mostram como essa estratégia vem sendo construída na prática. Em parceria com a Arena Dois Zero Dois, espaço voltado a modalidades como futevôlei, vôlei de praia e beach tennis, e com a Skydive ES, primeira escola de paraquedismo do Estado, a marca leva o café para dentro da experiência esportiva, seja no tradicional “cafezinho” antes das aulas ou em ativações que acompanham até momentos de salto.
Sem um formato único, as ações se adaptam a diferentes contextos, mas seguem uma lógica comum: inserir o café como parte da jornada do consumidor. Nesse novo cenário, a bebida deixa de ser coadjuvante e passa a ocupar um espaço de convivência, pausa e socialização dentro da rotina esportiva.
Para o analista de mercado do agronegócio Matheus Magalhães, sócio-diretor da marca, o movimento reflete uma mudança mais ampla de comportamento. “São ambientes de alta energia, conexão e experiência. O café entra de forma natural nesse ecossistema, acompanhando quem busca saúde, lazer e convivência”, afirma.
O avanço dessa estratégia também dialoga com a força da cafeicultura capixaba. O Espírito Santo é um dos principais produtores do país, com destaque para o conilon, responsável por cerca de 70% da produção nacional, além de reunir aproximadamente 60 mil propriedades rurais, majoritariamente de agricultura familiar.
Do ponto de vista de mercado, a aproximação entre café, esporte e experiências urbanas abre uma nova frente de valor, especialmente para o segmento de cafés especiais. Ao sair do ponto de venda tradicional e ocupar novos territórios, marcas conseguem fortalecer identidade, encurtar a distância com o consumidor e ampliar as possibilidades de diferenciação.
Mais do que uma tendência pontual, o movimento sinaliza uma transformação na forma como o café é percebido, agora não só como produto, mas como parte de um estilo de vida em expansão.