Dodora Figueredo, Lurdinha Lordello, Carlos Magno, Silvinha, Toninho, Danusa, Marlene, Graça Ruy, Carlito Osório, Bernadete, padre Valdir, padre Zé Luiz, Marcia, Helena Resende, Olga, Jurandir Freire, Luiz Raul Machado, Angela Neves Machado, Chico Celso e poucos outros sob as bênçãos do Arcebispo Dom João Batista e Albuquerque e, inclusive, o poeta que vos escreve.
O que essa turma fazia ao se encontrar na calçada da Catedral Metropolitana de Vitória quase todas as tardes dos anos 1960 e 1970 em conversas edificantes cheias de fé do lado de fora do templo? Quando chegava o momento da comunhão, entrávamos pela porta da sacristia e dávamos uma comungada.
A Juventude Estudantil Católica (JEC), uma organização criada e idealizada pela Igreja Católica, destinava-se a investir todo amor e fé no plano de Deus.
O grupo de jovens era nucleado dentro dos princípios do cristianismo para integrar o grupo em cada Estado. As questões eram discutidas na linha da fé dentro do método Ver, Julgar e Agir de acordo com os ensinamentos católicos.
Muitas vezes a consciência cristã encaminhava jovens para opor resistência à ditadura militar que invadiu o próprio país naquele primeiro de abril de 1964, impondo total ausência de liberdade, prisões e assassinatos e demais barbáries realizadas pelos absolutos impostores do poder.
Nesse tempo, a comunidade católica era absolutamente majoritária no Brasil. Agora, as variadas tendências da palavra de Deus dividem parcialmente seus ensinamentos e ações.
Outro dia recebi de uma histórica companheira um texto de Frei Betto em carta “aos Bispos Católicos do Brasil”.
Diz ele na primeira de muitas delas que pretende editar: “Na década de 1950, 93,5% da população declarava-se católica e os evangélicos 30%. Em 2030, os católicos serão de 35% a 40%”. Enquanto os católicos declinam um ponto percentual, a cada ano, os evangélicos crescem na mesma proporção.
O que teria ocorrido? A fragilização do apoio às Comunidades Eclesiásticas de Base, com a indispensável capilaridade nacional.
O primeiro pecado capital após o golpe de 64 foi deixar a ação católica exposta à agonia e morte. Betto lamenta e escreve porque sente que “temos muito que aprender com os irmãos evangélicos que têm participação ativa”.
Escreve porque sente que Francisco, como João Batista, é um papa que clama no deserto…
Dorian Gray, meu cão vira-lata, clama para os céus.