Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Crônica

Futuro e passado, o presente é de grego

Agorinha mesmo, o presidente foi dar conselhos ao Emmanuel Macron, da França, até agora, não entendi bem sobre o quê. Voltou sorridente e onipotente

Publicado em 10 de Junho de 2025 às 01:30

Públicado em 

10 jun 2025 às 01:30
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates Paulo Bonates
Estamos sim, tolerantes leitores, vivendo em uma era essencialmente trágica. A ficção “futurológica” elimina o pensar, a lógica e o afeto cuja inteligência criou um mundo comum para todos. Mas, como diz Balzac, igualdade não existe.
Um bom exemplo é a inteligência artificial, que obviamente não existe sem a natural. Onde não há criatividade, o poder vai ficando cada vez mais concentrado.
A senhora já prestou atenção, tia Cecy, como faz para proteger a rainha de um ataque de peão, na sua exímia especialidade, a arte do xadrez?
Então.
Na situação previsível pelos sábios, o futuro é baseado no passado, já que o presente não existe (é uma passagem jamais vivida por ninguém e, portanto, não existe).
O mundo é feito de repetição e propaganda, além de leis que a anulam, todas fictícias, elaboradas por pessoas eleitas ou privilegiadas, pessoas igualmente fictícias.
Ninguém fala com Deus, todos dirigem-se a ele na terceira pessoa. E se Deus falar com alguém, este alguém vai direto para o hospício.
À comédia, então.
Agorinha mesmo, o presidente foi dar conselhos ao Emmanuel Macron, da França, até agora, não entendi bem sobre o quê. Voltou sorridente e onipotente. Os presidentes não mudam muito, um em relação ao outro. Muito menos os ministros e os altos e invisíveis manipuladores do poder. Mas cuidam de si mesmos e suas cumplicidades.
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (c), do Brasil, e Emmanuel Macron (e), da França, visitam a exposição
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (c), do Brasil, e Emmanuel Macron (e), da França, visitam a exposição "Nosso Barco Tambor Terra", do artista brasileiro Ernesto Neto, no Museu Grand Palais, em Paris Crédito: MICHEL EULER/AP
Os altos cargos - alguns nem exigem concurso público - ganham uma fortuna e dedicam-se a postergar a entrega dos direitos e benefícios da grande maioria da população, vide o caso do INSS, cujo jogo é praticamente executado no meio da rua e não acontece rigorosamente nada, só propaganda.
Já enchi o saco de vocês com esse assunto, mas…
Os donos dos poderes ignoram o já escasso direito dos brasileiros e seus salários vis. Médicos por exemplo. Cada consulta é uma exposição ao contágio. A maioria precisa continuar trabalhando e atendendo com competência para sobreviver.
Enquanto isso.
O número de concessões para abertura de faculdades de medicina triplicou nos últimos anos, oferecendo uma formação insuficiente a milhares de formandos sem qualificação para proteger a vida humana.
Agora, sem desfazer o absurdo, alinhavam uma lei de emergência para consertar o mal tardiamente.
Espero, querido leitor, que a sua inteligência continue natural para entender a intenção da metáfora dos meus versos.
Dorian Gray, meu cão vira-lata, só para contrariar, declarou-se a favor do voto obrigatório.

Paulo Bonates

Paulo Bonates Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Máscaras de Ricardo Ferraço e Renato Casagrande
Aliados de Ricardo e Casagrande querem o PSD, só não sabem o que fazer com Hartung
Convenção do PSB confirma candidatura de Casagrande ao Senado
PSB oficializa em convenção candidatura de Casagrande ao Senado
Imagem de destaque
'Tivemos que fazer rifa para pagar o tratamento da minha filha': como sistema de saúde do Paraguai leva pacientes a se endividarem

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados