Após a conjugação de ações estratégicas de gestão de risco da pandemia, como a robusta e sustentada ampliação de leitos no Sistema Único de Saúde, o monitoramento propiciado pela matriz e mapa de risco e a quarentena preventiva que se mostrou prudentemente necessária entre março e abril de 2021, o Espírito Santo superou o momento mais crítico de expansão da Covid-19.
Tais ações são respaldadas por evidências científicas e, desde o início da pandemia, vêm sendo implementadas pelo governo do Estado e pactuadas com os poderes republicanos, as instituições democráticas e a sociedade. O propósito principal é preservar vidas e mitigar os efeitos negativos da pandemia na economia.
No dia 19 de abril de 2021, a média móvel de óbitos (nos últimos 14 dias) alcançou o pico de 75,21 mortes por Covid-19 no Espírito Santo. Desde então, os indicadores da pandemia estão evidenciando redução continuada no território capixaba. No dia 2 de julho, a média móvel de óbitos estava em 15 mortes. Além das estratégias aqui mencionadas, vale ressaltar que o Espírito Santo se destaca em 3º lugar no ranking da vacinação entre Estados brasileiros, com 14,56% da população com a imunização completa. A média nacional do esquema vacinal estava em 12,55%, conforme dados apurados no dia 1º de julho.
Nesse contexto de maior controle da pandemia, a economia capixaba apresenta resultados importantes. Na perspectiva do mercado de trabalho formal, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), plataforma vinculada ao Ministério da Economia, a diferença dos números de admissões e desligamentos no Estado em maio de 2021 ficou em +7.441 postos de trabalho.
Esse saldo superou e muito o resultado alcançado no mês de abril (+696). Sobre esse mês, cabe salientar que mesmo no pico da terceira fase de expansão da pandemia, o Estado registrou saldo positivo no mercado de trabalho. Essa conjuntura provavelmente está associada à ampliação da curva de aprendizado e otimização das estratégias de gestão de risco e à melhoria da resiliência por parte dos segmentos produtivos.
Nesse sentido, o Espírito Santo computou saldo positivo de emprego nos cinco primeiros meses de 2021. Em maio, o saldo acumulado supera os 24 mil postos de trabalho. Esse montante foi composto pelas contribuições relativas dos setores de serviços (40%), indústria (29%), comércio (11%), agropecuária (11%) e construção (9%). De janeiro a maio de 2021, o Estado acumula 157.582 admissões e 133.549 desligamentos no mercado de trabalho formal.
Tal diagnóstico demonstra que a economia do Espírito Santo tende a apresentar resultados melhores do que os constatados em 2020. Além disso, a execução do Plano de Investimentos Públicos (PIP), que foi recentemente lançado pelo governo estadual e projeta mais de R$ 3,7 bilhões em investimentos em 2021 (R$ 1,4 bilhões já estão empenhados), tende a potencializar a geração de emprego e renda no Estado.