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Caged

Mais de 28 mil novos postos de trabalho gerados na Serra

Todos os grupos de atividades econômicas analisados pelo Caged evidenciam saldos positivos de geração de emprego formal na Serra nos últimos anos

Publicado em 03 de Dezembro de 2024 às 13:44

Públicado em 

03 dez 2024 às 13:44
Pablo Lira

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Pablo Lira

Na última semana foram divulgados os dados atualizados até outubro do mercado de trabalho formal que são gerenciados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Essas informações colocaram em destaque o município da Serra, que apresentou um saldo de 6.425 novos postos de trabalho com carteira assinada no acumulado de janeiro a outubro de 2024. Todos os grupos de atividades econômicas analisados pelo Caged evidenciaram saldos positivos de geração de emprego formal, a saber, serviços (3.207 novos postos), indústria (1.386 novos empregos), construção (1.069 novos registros), comércio (751 novos postos) e agropecuária (12 novos empregos).
Mercado de trabalho: Desde 2017 até outubro de 2020, 27 cidades do ES apresentaram saldo negativo de empregos, ou seja, fecharam postos de trabalho de acordo com dados do Caged.
Serra teve saldo de 6.425 novos postos de trabalho com carteira assinada no acumulado de janeiro a outubro de 2024 Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Esse bom resultado parcial do mercado de trabalho já supera o saldo de 2023, quando a Serra fechou o ano com 6.175 novos empregos com carteira assinada. Nos anos anteriores, os saldos também foram positivos. Em 2021 e 2022 foram contabilizados 9.107 e 6.484 novos postos de trabalho no município mais populoso do Espírito Santo. De forma acumulada, foram gerados mais de 28 mil novos empregos formais no município da Serra entre janeiro de 2021 a outubro de 2024.
Quais fatores podem explicar esses resultados positivos no mercado de trabalho?
A literatura especializada em macroeconomia nos permite assinalar que quando o mercado de trabalho vai bem em uma determinada unidade geográfica (país, estado ou cidade), existem alguns condicionantes na ótica da produção, de investimentos e de políticas públicas que também provavelmente estão se associando ao longo do tempo.
Além de ser o município com o maior Produto Interno Bruto (PIB) do ES, conforme apontam pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Serra também se destaca como a cidade capixaba que vem realizando o maior investimento público de sua história, em um contexto de organização e equilíbrio da gestão municipal.
Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), a Serra conta com nota A+ no indicador de Capacidade de Pagamento (CAPAG), que é composto pela análise do endividamento, poupança corrente e liquidez, e possibilita diagnosticar a saúde das contas públicas. Essa condicionante vem possibilitando a Serra realizar o maior investimento público entre os municípios capixabas ao longo dos últimos anos.
Em 2023 foram mais de R$ 580 milhões investidos em saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, mobilidade urbana e outras áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida da população da Serra. Em 2024, o investimento público da cidade vai ser de aproximadamente R$ 700 milhões, um desempenho histórico nas contas públicas dos municípios capixabas.
Esse resultado somente é possível por conta do nível de organização alcançado pela gestão municipal, bem como o nível de integração com os setores produtivos, o que passa segurança para a atração de empreendimentos no território serrano, gerando oportunidades de empregos e melhorias na renda do trabalho.
Nesse sentido, podemos compreender melhor os saldos históricos registrados de novos postos de trabalho gerados nos últimos anos no município, bem como assinalar que provavelmente a Serra seguirá a tendência de gestão pública responsável, equilíbrio das contas públicas, crescimento econômico, geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida da população.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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