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Crescimento

Setores que trazem boas expectativas para a economia capixaba

Um segmento que se destacou em 2021 e que deverá manter-se em ritmo de crescimento é o de rochas ornamentais, que foi no ano passado o terceiro no ranking das exportações capixabas

Publicado em 23 de Abril de 2022 às 02:00

Públicado em 

23 abr 2022 às 02:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

economia capixaba parece retomar gradualmente a sua trajetória de crescimento histórico sempre apresentando taxas médias mais elevadas do que as médias observadas nacionalmente. Isso depois de amargar um período de baixas taxas de crescimento entre 2014 e 2020. Inclusive inferiores às médias nacionais. A reação veio forte em 2021, com o crescimento de 6,7%, ante 4,6% para o país. E tudo indica que essa tendência será mantida em 2022.
Como já mencionei aqui neste espaço, e por várias vezes, nossa economia local sempre teve forte ligação com o mundo das commodities, em especial do grupo das extrativas minerais – minério de ferro e petróleo -, metalurgia e celulose. Em conjunto, esse grupo já chegou a ser responsável por algo em tono de 35% do PIB, especificamente no ano de 2012. Para este ano, a despeito da crise na economia mundial e do baixo dinamismo esperado para economia brasileira, as expectativas parecem favorecer a economia capixaba.
Mas, se de um lado em alguns momentos nos favorecem, de outro, esse grupo, quando em crise, impacta fortemente no desempenho anual do total de riquezas aqui produzidas. Foi assim em 2009, na crise global que afetou sobretudo as commodities, e nos anos entre 2014 e 2018.
Nesse segundo momento, contando principalmente com a queda na produção e preço do petróleo. O mesmo acontecendo com o minério de ferro – pelotas de minério. O PIB gerado por esses dois produtos apresentou queda de cerca de 60% em 2016. Em grande parte por conta da paralisação da Samarco.
Como o grau de abertura interna da economia capixaba é também muito elevado, talvez o mais elevado entre os demais Estados, a sua dinâmica interna tem forte dependência em relação ao que acontece internamente na economia nacional e em especial em Estados fronteiriços. Em parte, o crescimento verificado em 2021 decorreu de fatores internos, mas ganhou um empurrãozinho das commodities no segundo semestre, certamente garantindo-lhe dois pontos percentuais adicionais de crescimento.
Essa tendência de combinação favorável de fatores internos e externos parece-nos manter-se nesse início de 2022, reforçando assim expectativas favoráveis em relação ao restante do ano. Segmentos como de petróleo, especialmente com a ajuda do preço, minério de ferro, este com menos ímpeto, seguirão no bloco da frente das exportações.
Mas há um outro segmento que se destacou em 2021 e que deverá manter-se em ritmo de crescimento. O segmento de rochas ornamentais postou-se no ano passado no terceiro posto do ranking das exportações capixabas, computando  US$ 1,1 bilhão em vendas externas, segundo dados da SECEX- Secretaria de Comércio Exterior. Atrás de minério de ferro, com US$ 3,3 bilhões, e produtos de aço, com US$ 1,4 bilhões.
No front interno, vemos sinalizações também favoráveis vindas da maioria dos setores nesses primeiros meses: comércio, construção civil e indústria de transformação. Todos apresentando taxas de crescimento superiores à média nacional. E o reflexo positivo mais imediato disto pode ser observado no nível de emprego, também em alta.
Assim, é possível projetarmos um ano relativamente bom para a economia capixaba. Naturalmente, levando-se em consideração tratar-se de um julgamento que vem moldado e influenciado por um contexto geral, do país e do mundo, nada motivador.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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