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Economia

Uma eleição com pouco dinheiro no bolso do trabalhador

Nem sempre foi a economia o fator decisivo na hora de votar. Mas sempre teve o seu peso. Em 2022, a estabilidade econômica volta a ter peso

Publicado em 02 de Abril de 2022 às 02:00

Públicado em 

02 abr 2022 às 02:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

The money writes with white chalk is on hand, draw concept.
Economia vai ter peso na eleição deste ano Crédito: Freepik
O Brasil vai para a sua nona eleição livre para presidente desde o período de exceção comandado pelos militares. Nem sempre foi a economia o fator decisivo na hora de votar. Mas sempre teve o seu peso. Collor se elegeu na caçada aos “marajás” em 1990, mesmo com a economia em frangalhos e carcomida pela hiperinflação. Mas acabou tropeçando na corrupção, e também o lado ruim da economia o ajudou na sua narrativa de modernidade.
Em 1995 a vez foi do Plano Real ao eleger Fernando Henrique Cardoso, dando fim ao “dragão” da hiperinflação. Surfando na onda da estabilidade econômica, mesmo enfrentando alguns percalços, entre os quais a crise cambial, no final da década de noventa, e a crise energética no início deste século, FHC garantiu a sua reeleição em 1998. Aliás, foi quem inaugurou o mecanismo da reeleição numa manobra política um tanto quanto forçada.
Em verdade, foi a estabilidade econômica o fator preponderante nas decisões eleitorais por cerca de 15 anos. Lula sucedeu FHC no lastro do legado do Plano Real, mesmo que na sua aprovação no Congresso o PT o tenha abertamente rechaçado e contestado a sua pertinência e eficácia enquanto política de Estado.
A manutenção de políticas tidas como ortodoxas, inclusive com nuances liberais, sobretudo no campo da economia, além, é claro, de uma boa ajuda vinda da economia internacional, principalmente do mundo das commodities, o credenciaram ao seu segundo mandato em 2006. Ou seja, naquele momento, para o eleitor, pesou o lado da economia, ou seja, o que entrava de dinheiro efetivamente no seu bolso e lhe garantia acesso ao mundo do consumo.
E foi no legado e na promessa da estabilidade econômica que Lula conseguiu eleger Dilma em 2010, ano em que a economia cresceu 7,5%, voltando do “baque” causado pela crise global de 2008. Na sua reeleição em 2014 ganhou força o peso da “caneta” de quem está no poder, além da estratégia de recorrência ao populismo e dinheiro farto para a campanha política. Erros na condução do conjunto de políticas econômicas acabaram levando o país a uma “baita” crise, da qual ainda não se safou, e que culminou com a sua saída forçada.
Bolsonaro elegeu-se em 2018 na onda da “antipolítica”, no antipetismo, no discurso anticorrupção e no lastro da instabilidade política e econômica. Muito provavelmente, esses componentes não entrarão na eleição de agora com os mesmos pesos registrados na sua eleição em 2018. As indicações das pesquisas eleitorais dão conta de que é a economia, ou seja, o dinheiro no bolso do eleitor, que “falará” mais alto em outubro próximo. A estabilidade econômica volta a ter peso.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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