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Economia

Milenar ato de planejar ganha mais importância nestes novos tempos

Imaginemos como estaria o Espírito Santo hoje sem o ES 2025, plano de desenvolvimento construído em 2005, e o ES 2030, em 2013. Eles acabaram se transformando em “mapa de navegação” para governos

Publicado em 21 de Novembro de 2020 às 04:00

Públicado em 

21 nov 2020 às 04:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Ambiente inovador das startups traz ganho adicional para os investidores
Bom planejamento é válido para empresas, setor público, instituições e pessoas Crédito: tirachardz/ Freepik
O ato de planejar bem como o hábito que o transforma em virtude podemos afirmar que é milenar. Nasceu das guerras, da arte da guerra, quando líderes guerreiros e generais traçavam suas estratégias e táticas objetivando vencer batalhas, guerras e levantar ou destruir impérios. O exemplo mais notório talvez tenha sido o do general Aníbal, que de Cartago, no norte da África, cerca de 200 anos A.C, ousou invadir Roma passando por Espanha, atravessando os Pirineus e Alpes e chegando a cerca de 40 quilômetros do seu alvo. E isso no inverno, para surpreender os romanos. Lembrei-me dessa passagem por uma razão muito simples: leitura e tradução nas aulas de latim, na juventude.
Pensando no hoje, o que podemos perceber é que, em essência, o ato de planejar continua sendo importante, para não dizer ainda mais importante e até crucial, naturalmente não suficiente, pois demanda sempre consequências objetivas. Uma coisa é planejar em circunstâncias e ambientes mais sólidos. Outra é defrontar-se com volatilidades crescentes e intermitentes e turbulências líquidas com poder de mover estruturas.
Nessa sucessão de realidades que se movem em velocidade crescente, conformando sucessivos “mundos novos”, o planejar, ao contrário do se poderia imaginar, ganha espaço e importância. Naturalmente, exigindo-lhes adequações aos tempos de uma “modernidade líquida”, onde o tempo se coloca como variável chave.
Essa reflexão é válida tanto para empresas, setor público, instituições de variadas matizes e também para pessoas no planejamento de suas trajetórias de vida. Cada vez mais se evoca, portanto, a necessidade de se impregnar a cultura do planejar.
Imaginemos como estaria o Espírito Santo hoje sem o ES 2025, plano de desenvolvimento construído em 2005, e o ES 2030, em 2013. Esses dois planos acabaram se transformando em “mapa de navegação” para governos, mas também para empresas, sobretudo na orientação de suas decisões de investimentos. E nesse aspecto faço menção específica a um eixo estratégico que aparece nos dois planos e que considero que foi crucial para o sucesso: “Qualidade das Instituições”. E aqui estou me referindo às instituições públicas e privadas. Hoje, podemos afirmar que somos referência no país em qualidade das instituições.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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