No artigo anterior abordei a questão da passagem da condição de simples região metropolitana de Vitória para metrópole, enfocando especificamente possíveis vantagens decorrentes do aumento do alcance territorial de suas influências. E, entre essas, o potencial de ampliar simultaneamente o seu leque de oportunidades de negócios e incrementar ganhos de competitividade, e consequente atratividade. Ressaltei, no entanto, que essa nova condição para ser melhor aproveitada demandará a execução de políticas integradas e integradoras, sob uma lógica metropolitana, sobretudo no campo da governança e gestão.
É importante ressaltar que nessa passagem para um patamar superior de alcance de influências temos um movimento de ganhos de escala, que não se resumem apenas à dimensão mercado, mas a uma série de dimensões, muitas das quais necessariamente não tão tangíveis. Nessa última categoria podemos incluir “espaços” de inovação, de conhecimentos, desenvolvimento e aplicação de tecnologias.
Ou seja, estamos falando de uma escala que não se fixa somente numa simples soma das partes que compõem o todo territorial da metrópole. Mais que isso, o “todo” metropolitano tende a ser maior que a soma dos municípios que o compõem. E será tanto maior quanto mais integradas e articuladas se apresentarem as suas partes/municípios. Naturalmente, observadas as especificidades e especializações econômicas e funcionais de cada um deles.
É dessa constatação que emerge a importância a ser dada à adoção de uma gestão integrada, que pode ser interpretada também como de governança integrada, destacando-se aquelas dimensões que podemos considerá-las como estratégicas: infraestrutura e mobilidade urbana, uso e ocupação do solo, meio ambiente, saúde, educação e saneamento básico, além de outras. Tratar essa dimensões de forma planejada, articulada e integrada, sem dúvida traz ganhos significativos de eficiência e externalidades positivas.
Em síntese, afinal, no todo, a Metrópole de Vitória funciona como o principal elo por meio do qual o Espírito Santo se integra e se conecta, como região consumidora, produtora – industrial e de serviços – e importadora e exportadora, ao conjunto da economias nacional e internacional. E agora ampliada na sua área de influência. Além de já despontar como um “hub” logístico, agora também pode se qualificar enquanto “hub” de inovação e complexidade econômica. Oportunidades não faltam.