Outro ponto positivo é a eficiência energética. Motores elétricos aproveitam melhor a energia disponível, exigem menor manutenção e contam com sistemas como a frenagem regenerativa, que reaproveita parte da energia durante a desaceleração. Além disso, a mobilidade elétrica estimula novos mercados, como infraestrutura de recarga, energia renovável, softwares automotivos, reciclagem e economia circular.
O mercado mundial de veículos eletrificados está em forte crescimento. China, Europa e Estados Unidos lideram essa transformação, com destaque para a China, que se tornou referência na produção, venda e exportação de veículos elétricos.
A Europa avança com metas climáticas, incentivos e regras ambientais mais rigorosas. No Brasil, o mercado também cresce, principalmente com os híbridos e híbridos plug-in, que ainda se adaptam melhor à realidade nacional pela autonomia e menor dependência imediata de pontos de recarga.
Apesar dos avanços, a mobilidade elétrica não pode ser vista como solução ambiental automática. O grande desafio está nas baterias. Elas concentram materiais estratégicos, como lítio, níquel, cobalto, manganês, cobre, alumínio e grafite. Esses elementos têm valor econômico, mas sua extração e descarte inadequado podem gerar impactos ambientais, sociais e sanitários.
Por isso, a reciclagem das baterias é essencial. O processo começa com a logística reversa, ou seja, o retorno da bateria usada para fabricantes, importadores, concessionárias, oficinas autorizadas ou empresas especializadas.
Depois, é feita uma avaliação técnica: algumas baterias ainda podem ter uma “segunda vida”, sendo reaproveitadas em sistemas estacionários de armazenamento de energia, como apoio à energia solar ou sistemas de backup.