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Memória

Centro de Vitória: escadarias históricas são obras que embelezam a Capital

Soluções de mobilidade urbana adotadas nos primórdios da construção da cidade, elas eram a ligação mais rápida das partes altas de Vitória com as partes baixas

Publicado em 22 de Novembro de 2021 às 02:00

Públicado em 

22 nov 2021 às 02:00
Luiz Carlos Menezes

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Luiz Carlos Menezes

Centro Histórico: Escadaria Maria Ortiz
Centro Histórico: Escadaria Maria Ortiz Crédito: Rodrigo Gavini
Volto ao assunto, mais uma vez, para trazer ao leitor mais algumas memoráveis recordações que tenho do Centro de Vitória, tempos que antecederam a expansão territorial da cidade.
Quando morei na Cidade Alta (até 1963),  as pessoas se deslocavam principalmente a pé e os carros eram raridade. A ligação mais rápida das partes altas da cidade com as partes baixas, onde se desenvolveu o comércio e funcionava o transporte público da época – os bondes –, eram as escadarias, intensamente utilizadas.
A história nos conta que a construção de Vitória começou pelas partes altas, mais protegidas de ataques de invasores e saqueadores que vinham pelo mar, sendo, por isso, a Cidade Alta uma das partes mais antigas da cidade. Inclusive, foram esses ataques que motivaram a construção do Forte São João (hoje Saldanha da Gama), estrategicamente localizado na entrada da baia de Vitória.
Em razão dessa adversidade, as principais igrejas e outras edificações importantes foram erguidas nas regiões mais elevadas, e a ligação entre as partes altas e a parte baixa da cidade feita por escadarias e ladeiras, obras que foram sendo reconstruídas e melhoradas ao longo do tempo.
As escadarias de Vitória, portanto, merecem ser olhadas não somente como uma solução urbana adotada nos primórdios da construção da cidade, mas também como obras históricas que embelezam o centro da Capital.
São tantas que vou me limitar a citar as mais históricas e que fazem a ligação da Cidade Alta com as partes baixas da cidade: Escadaria Maria Ortiz, ligando a Rua Pedro Palácios à Rua Duque de Caxias, denominação atribuída à heroína capixaba Maria Ortiz que, segundo a história, lançou baldes de água fervendo nos holandeses que invadiam a cidade; Escadaria do Palácio - Bárbara Lindenberg, concluída no século XVIII, ligando a Praça João Clímaco à Av. Jerónimo Monteiro; Escadaria São Diogo, ligando a Praça da Catedral à Praça Costa Pereira, ponto de partida dos bondes; Escadaria Dr. Carlos Messina, ligando a Rua Francisco Araujo à Rua General Osorio, menor trajeto entre a Praça João Clímaco e o Parque Moscoso; todas muito utilizadas pelos moradores da Cidade Alta e por frequentadores desse bairro.
Bonitas e históricas, as escadarias me trazem boas recordações dos anos que morei no Centro de Vitória. Daqueles bons tempos que as pessoas ainda andavam a pé.

Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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