Para que lado vai o centro na eleição para a Prefeitura de Vitória
Eleições 2024
Para que lado vai o centro na eleição para a Prefeitura de Vitória
Seis partidos, todos aliados ao governador Casagrande, vão bater o martelo no próximo dia 4 sobre qual pré-candidato à prefeitura vão lançar. Veja a aposta e a análise da coluna
Reunião realizada na terça-feira (21) contou com a participação de Gandini (PSD) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)Crédito: Divulgação
Até agora, há oito pré-candidatos à Prefeitura de Vitória. Ao final do prazo para realização de convenções partidárias, quando as candidaturas são oficialmente lançadas — entre 20 de julho e 5 de agosto — esse número vai cair. O deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB), por exemplo, já desistiu de concorrer e, no dia 4 de junho, um grupo formado por seis partidos, todos aliados ao governador Renato Casagrande (PSB), vai decidir qual nome vai mesmo concorrer ao comando do Executivo municipal: Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) ou Fabrício Gandini (PSD).
A preço de hoje, a coluna aposta que a opção vai ser por Luiz Paulo, que tem colocado mais o bloco na rua.
Gandini, após a saída de Hoffmann do páreo, fez questão de reafirmar que é pré-candidato a prefeito. Até se reuniu com o marqueteiro Roni Cavalcante, que participou, em 2022, da campanha do governador reeleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).
O PSD, presidido no Espírito Santo por Renzo Vasconcelos, também garantiu espaço para que o deputado estadual concorra à Prefeitura de Vitória.
Mas é fato que a pré-campanha de Gandini, ao menos até o momento, é mais tímida que a do ex-prefeito tucano. Mesmo antes da desistência de Tyago Hoffmann, nos bastidores, a especulação era de que, ao fim e ao cabo, o parlamentar do PSD, que concorreu à prefeitura da Capital em 2020, não iria repetir o movimento em 2024.
Para além do nome do pré-candidato, contudo, o grupo de seis partidos tem uma estratégia, que já havia sido explicitada por parte de seus integrantes: apresentar-se como uma alternativa à polarização política entre esquerda e direita, bolsonaristas e antibolsonaristas, petistas e antipetistas etc.
Nesses polos, há outros pré-candidatos: os deputados estaduais João Coser (PT) e Capitão Assumção (PL).
Coser, aliás, também é aliado de Casagrande, mas o PT, até pela postura de cento adotada pelo "grupo dos seis", não faz parte das conjecturas.
Uma das armas do "grupo dos seis" é o tempo de propaganda na TV. Um membro calcula que o candidato deles vai ter cerca de quatro minutos no ar, quase metade dos 10 minutos do horário eleitoral gratuito.
A questão central aqui é como o eleitor de Vitória vai se posicionar: deixar o pleito municipal ser contaminado por um debate nacional raso ou se concentrar em temas mais afeitos ao dia a dia da cidade?
Enquanto isso, os seis partidos que tentam viabilizar uma "terceira via" defendem um modelo parecido com as amplas alianças partidárias que têm sido vencedoras das eleições para o governo do Espírito Santo, capitaneadas, nos últimos 22 anos, por Casagrande e pelo ex-governador Paulo Hartung (sem partido).
O próprio Casagrande, hoje, conta com o apoio do PT do presidente Lula e do PP que, no Espírito Santo, reúne políticos que se dizem conservadores, bolsonaristas.
"Temos que tentar blindar o Espírito Santo dessa luta insana polarizada", exortou um dos participantes do encontro de terça-feira, em conversa com a coluna.
Além de tudo o que já foi pontuado neste texto, porém, o candidato escolhido pelo "grupo dos seis" tem que ter algo óbvio e essencial: votos.
MAJESKI E ESTÉFANE
O PDT de Majeski e o Podemos de Capitã Estéfane, legendas casagrandistas, até o momento não contam com parceiros de outras siglas em Vitória. A consolidação do grupo dos seis pode deixá-los isolados, sem muitas opções para firmar alianças.
A chapa de pré-candidatos a vereador do Podemos de Vitória, conforme a coluna apurou, já está montada, mas a militar da reserva da Polícia Militar poderia ser incluída, o que daria mais fôlego ao partido na competição.
Importante ressaltar que o Podemos trata a vice-prefeita como pré-candidata à prefeitura.
Quanto a Majeski, um ator político avalia que, mesmo se o PDT não conseguir formar uma aliança partidária robusta, o ex-deputado estadual deve, sim, concorrer à prefeitura: "Ele é indomável. Acho que topa ser candidato ainda assim, sem pensar em eventual prejuízo político futuro".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.