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Eleições 2024

O que Pazolini, prefeito de Vitória, está fazendo na Serra?

Republicano pede votos aos serranos para Pablo Muribeca. Confira a estratégia, o estilo e o risco envolvidos nessa movimentação

Publicado em 22 de Outubro de 2024 às 14:59

Públicado em 

22 out 2024 às 14:59
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Pablo Muribeca e Lorenzo Pazolini durante carreata em Jardim Carapina
Pablo Muribeca e Lorenzo Pazolini durante carreata em Jardim Carapina. Ao fundo, imóvel exibe o número de urna do adversário, Weverson Meireles (PDT) Crédito: Divulgação
O Republicanos, partido do prefeito reeleito de Vitória, Lorenzo Pazolini, tem um plano ambicioso e disputa, no segundo turno, a Prefeitura da Serra. O republicano Pablo Muribeca tem que correr atrás de muitos eleitores na reta final, uma vez que Weverson Meireles (PDT) teve 35 mil votos a mais que ele na primeira etapa do pleito e lidera as pesquisas.
Eis que Pazolini entrou de vez na campanha do correligionário. O prefeito de Vitória já havia gravado um vídeo de apoio a Muribeca. Na segunda-feira (21), participou de uma carreata em Jardim Carapina ao lado do candidato a prefeito.
Pazolini, em 2022, foi alvo de críticas, veladas e declaradas, dos próprios colegas de partido por não ter ajudado na eleição de deputados estaduais e federais do Republicanos, cujos eleitores em potencial estavam na Capital.
Agora, o prefeito vai até a Serra, onde, por motivos óbvios, o público é diferente. Por que?
Em cima da carroceria da caminhonete que transportou Muribeca e Pazolini, na segunda, estava também o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
"Não foi um pedido (do presidente do partido). Somos um grupo, somos um time", afirmou Erick à coluna, nesta terça (22).
"O modelo republicano de governar, que Vitória experimentou e deu certo, podemos levar para o município de Serra. Nada mais natural do que as pessoas estarem engajadas nisso", completou.
"Não é só o Lorenzo. O Amaro (Neto), o Messias (Donato), Alcântaro (Filho) estão engajados na campanha do Pablo", lembrou Erick Musso.
Amaro e Messias são deputados federais do Republicanos no Espírito Santo. Alcântaro, deputado estadual.
A escalação de Pazolini neste time, porém, virou munição para o adversário de Muribeca.
Weverson, durante debate realizado por A Gazeta e CBN Vitória, por exemplo, questionou como o prefeito de Vitória poderia ajudar a Serra e lembrou que tem o apoio do governador Renato Casagrande (PSB). O Executivo estadual faz parcerias com municípios.
Políticos da Serra que apoiam o candidato pedetista inflamam os eleitores com dúvidas a respeito das reais intenções de Pazolini ao se movimentar na cidade vizinha.
Estaria o prefeito já de olho na corrida pelo Palácio Anchieta em 2026, tentando ganhar visibilidade no maior colégio eleitoral do Espírito Santo?
"Não. Lorenzo não está pensando nisso agora, está focado no mandato de prefeito", respondeu Erick Musso.
"Em 2018, ele (Pazolini) teve 11 mil votos na Serra como candidato a deputado estadual, então ele já é conhecido fora de Vitória, como delegado da Polícia Civil", complementou o presidente estadual do Republicanos.
Apesar da negativa, não se pode destacar a possibilidade de o prefeito de Vitória estar "saindo da casinha" por motivos eleitorais-pessoais.
ESTILO
Mas há um risco. Pazolini e Muribeca, apesar de serem do mesmo partido, têm estilos bem diferentes. O candidato a prefeito da Serra é um histriônico usuário das redes sociais, veste um chapéu de boiadeiro quase o tempo todo e, ao contrário do colega, não é comedido nas palavras e nos posicionamentos públicos.
Ao se associar ao correligionário, o prefeito de Vitória mostra que, na verdade, não é refratário a nada disso.
A disputa na Serra pode reservar surpresas, como ocorreu no primeiro turno, quando Audifax Barcelos (PP) ficou para trás, mas Muribeca não é o favorito. Pazolini pode estar se associando a uma derrota.
ESTRATÉGIA
Para o Republicanos, o risco compensa. Ir ao segundo turno na Serra já é algo a ser comemorado, mas conquistar a prefeitura seria um grande passo, daria mais musculatura para a legenda alçar voos mais altos, como a eleição para o governo estadual.
O partido controlaria duas das principais cidades capixabas e estaria ainda mais pronto para o jogo.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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