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Este é um espaço para falar de Política: notícias, opiniões, bastidores, principalmente do que ocorre no Espírito Santo. A colunista ingressou na Rede Gazeta em 2006, atuou na Rádio CBN Vitória/Gazeta Online e migrou para a editoria de Política de A Gazeta em 2012, em que trabalhou como repórter e editora-adjunta

Nova coluna de política na praça

Mais que no passado (apesar de eu ser muito jovem para lembrar), o dever jornalístico, seja ele informativo, analítico ou opinativo, encontra um terreno espinhoso

Letícia Gonçalves, colunista de política de A Gazeta
Letícia Gonçalves, colunista de política de A Gazeta . Crédito: Fernando Madeira

Quem é leitor de A Gazeta sabe que a política do Espírito Santo sempre teve um espaço nobre na cobertura, desde os tempos do jornal impresso. A coluna Praça Oito, que estreou ainda na década de 1950 e tornou-se uma vitrine para tratar de política nos anos 1960, foi palco de informações exclusivas e análises. 

No final de 2017, mudou. A coluna passou a adotar, em destaque, o nome do colunista, então Vitor Vogas. Meu nobre amigo deixou a empreitada em abril de 2021, para dedicar-se ao doutorado.

E eis que calhou de ser a minha vez.  A estreia mesmo é nesta quinta-feira (9). A tarefa é árdua. Mais que no passado (apesar de eu ser muito jovem para lembrar), o dever jornalístico, seja ele informativo, analítico ou opinativo, encontra um terreno espinhoso pavimentado com desinformação, descrédito e até desdém por valores democráticos, nos quais se insere a atividade da imprensa.

Não deixo de fazer uma autocrítica. A imprensa contribuiu para tal cenário ao não se atentar para esses riscos e ao deixar transparecer um certo ar de intelectualidade distante do cidadão comum, quase pedante, que afastou parte dos leitores.

Vivemos um período de revanchismo e rancor, que se volta contra nós, principalmente no campo político.

E é justamente nesse cenário que aceitei ser colunista de Política. Sou reclamona? Não (mentira, sou, às vezes). Mas exponho aqui dados da realidade.

No último Dia do Jornalista (7 de abril) vi uma mensagem, em inglês, que dizia mais ou menos o seguinte: “Jornalista é uma ótima profissão: você trabalha muito, ganha pouco, passa raiva, mas, em compensação, todo mundo te odeia (emoji de coração)”.

Alô, Café (Café Lindenberg, diretor-geral da Rede Gazeta), não estou reclamando do salário não, tá? Claro que, se aumentar, não vou me insurgir. Acima de tudo, fico feliz de poder trabalhar com o que gosto e de acrescentar mais páginas, digitais, a uma história de 93 anos (é a idade da Gazeta).

Sim, caro leitor ou leitora, fiz todo esse corolário para concluir que, apesar disso tudo, sinto-me privilegiada por ocupar este espaço.

Espero contar com a contribuição de vocês. Sugestões e críticas são bem-vindas. Aqui você vai ver informações e análises, principalmente, sobre a política capixaba.

Já adianto que não sou comunista, como alguns gostam de "apelidar" qualquer jornalista, e que eventuais opiniões minhas aqui expressadas são minhas, não da Rede Gazeta.

“Ah, mas se a empresa deixa você escrever/falar isso é porque concorda”. Aí é que está um dos valores da democracia, meus caros. Não necessariamente concordar, mas deixar fluir. Porém, contudo, entretanto, lembro aqui de outra célebre frase: “Você tem direito à sua própria opinião, mas não aos seus próprios fatos”.

Tendo isso em mente, sigamos.

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