O capixaba é alinhado a boa parte das pautas bolsonaristas no parlamento. É favorável, por exemplo, à flexibilização das regras para o acesso a armas por parte da população — tema ao qual o próprio Moro, somente após sair do governo, mostrou-se pouco afeito.
"Acho que flexibilizar a posse de arma em casa mais é algo aceitável, mas acima de determinado ponto você começa a gerar uma política perigosa. Esses armamentos podem ser desviados para o crime e você não tem rastreamento adequado", afirmou o ex-ministro em julho de 2020 à GloboNews.
Moro, apesar de ter feito um discurso de presidenciável ao ingressar no Podemos, não se declarou pré-candidato ao Palácio do Planalto. Do Val contou à coluna nesta quinta-feira (11), no entanto, que já iniciou os trabalhos para a elaboração do plano de governo do ex-juiz.
"Fui convidado para liderar o programa de governo. Já iniciamos hoje".
Do Val também é defensor da operação Lava Jato, na qual Moro atuou quando magistrado. Já em relação às suspeitas que pesam sobre a gestão Bolsonaro, como as descortinadas na CPI da Covid, o senador do Espírito Santo não é tão combativo.
Na CPI, do Val foi membro suplente e atuou na defesa do governo federal e divulgou o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a doença, como a cloroquina.
No estado, o senador é aliado do governador Renato Casagrande (PSB). O Podemos estadual é presidido por um integrante do primeiro escalão do Executivo estadual, o secretário de Governo, Gilson Daniel.
O secretário e o senador participaram do evento de filiação de Moro ao partido.