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MPES

Mais uma eleição à vista: quem vai comandar o Ministério Público do ES?

Candidatura da atual procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade, é dada como certa

Publicado em 10 de Dezembro de 2021 às 02:10

Públicado em 

10 dez 2021 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Data: 27/12/2019 - ES - Vitória - Fachada da sede do Ministério Público do Estado do Espírito Santo
Chefe da instituição fica na Procuradoria-Geral de Justiça, na Enseada do Suá, em Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
A temporada de eleições no âmbito do Judiciário e do Ministério Público estaduais continua. Após a escolha de novos desembargadores para o Tribunal de Justiça (TJES) –  ainda tem mais um por vir – novos presidentes para o TJ e para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), outro cargo está em jogo.
Estão abertas as inscrições para a disputa pela chefia do Ministério Público Estadual (MPES). O edital que abre o prazo de sete dias para a manifestação de interessados em concorrer ao posto de procurador-geral de Justiça foi publicado na terça-feira (7).
A candidatura à reeleição da atual chefe do MPES, Luciana Andrade, é dada como certa.
Pontes, aliado da atual procuradora-geral, foi o mais votado na lista sêxtupla, eleita por promotores e procuradores do MP, e um dos mais votados no TJES na formação da lista tríplice. Ele empatou com o também procurador Josemar Moreira – cada um recebeu 21 votos.
Na escolha final, Casagrande optou por Eder Pontes, que já tomou posse e agora já não integra o Ministério Público. É um dos desembargadores do TJES.
O prazo de inscrições de candidatos para a chefia do MPES é de sete dias, a contar do dia 7, registra o edital. Promotores e procuradores de Justiça podem disputar.
Em 18 de fevereiro, os membros da instituição vão votar e os três nomes que mais receberem votos vão compor a chamada lista tríplice.
A partir da lista, o governador vai apontar quem vai ser o procurador-geral, ou a procuradora-geral, de Justiça.

MESMO GRUPO COMANDA O MPES DESDE 2012

O mesmo grupo político comanda o MPES ao menos desde 2012, quando Eder Pontes foi escolhido por Casagrande (após compor uma lista de três nomes formada pelo MPES) para chefiar a instituição.
Ele foi reconduzido em 2014, também por Casagrande. Em 2016, já no governo Paulo Hartung (então filiado ao MDB), foi a vez de Elda Spedo, aliada de Pontes. O ex-procurador-geral de Justiça até integrou a administração dela, como subprocurador-geral. Elda Spedo não tentou a reeleição. 
Em 2018, Eder Pontes lançou-se novamente na disputa e, com um voto a mais que o segundo colocado, o promotor de Justiça Marcelo Queiroz, encabeçou a lista tríplice e foi escolhido por Hartung para comandar o Ministério Público Estadual.
Em 2020, Pontes não se inscreveu para disputar um lugar na lista tríplice. A promotora de Justiça Luciana Andrade, que foi secretária-geral e coordenadora de assessoria de gestão estratégica na gestão dele, disputou e foi a mais votada entre os três nomes escolhidos pela classe.
O governador Casagrande a escolheu para chefiar o MPES. Luciana Andrade é a primeira promotora de Justiça a ocupar o cargo e a terceira mulher. Antes dela, duas procuradoras, Catarina Cecin Gazele e Elda Spedo, estiveram à frente da instituição.
Procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, Luciana Andrade
Procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, Luciana Andrade Crédito: Divulgação/MPES

O QUE FAZ O PROCURADOR-GERAL

O chefe, ou a chefe, do MPES é quem administra a instituição, mas não tem ingerência sobre os posicionamentos dos promotores e procuradores de Justiça em investigações e processos.
É a procuradoria-geral de Justiça, no entanto, que representa o MPES em casos que tramitam no Tribunal de Justiça. 
Por lá, passam recursos contra decisões de juízes de primeiro grau e começam os processos contra quem tem foro especial na Corte, como prefeitos, deputados estaduais, juízes e os próprios promotores de Justiça.
Foi Luciana Andrade, por exemplo, quem denunciou os juízes Alexandre Farina e Carlos Alexandre Gutmann, no âmbito da Operação Alma Viva
Foi também dela que partiu a proposição de uma ação penal contra o deputado estadual Sergio Majeski (PSB). Os magistrados viraram réus. A denúncia contra o deputado ainda está em análise no TJES.

O desembargador que falta

O TJES ganhou quatro desembargadores no mês passado. Três deles oriundos da magistratura e um do MPES, Eder Pontes. Há ainda uma vaga em aberto, destinada a um membro da advocacia. Uma lista com 12 nomes já foi eleita pelo Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil a lista sêxtupla vai ser escolhida pela classe (todos os advogados adimplentes podem votar) na próxima segunda-feira (13).

 Depois, os desembargadores do TJES elegem três entre os seis e, a partir dessa lista tríplice, o governador Renato Casagrande escolhe mais um desembargador.

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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