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Eleições 2024

Guarapari tem dois pré-candidatos a prefeito de "última hora"

O PL estadual confirmou à coluna, nesta segunda-feira (1°), que Danilo Bahiense vai concorrer. Na semana passada, o atual prefeito revelou quem vai apoiar na corrida. E mais nomes podem surgir

Publicado em 01 de Abril de 2024 às 10:25

Públicado em 

01 abr 2024 às 10:25
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Prefeitura de Guarapari
Prefeitura de Guarapari vai ter um novo chefe a partir de janeiro de 2025 Crédito: Ricardo Medeiros
A cerca de seis meses do pleito de 2024, os eleitores de Guarapari descobriram dois novos pré-candidatos a prefeito. Na semana passada, um dos grandes mistérios do cenário político da cidade foi revelado: o nome apoiado pelo prefeito Edson Magalhães (PSDB) na disputa.
O tucano está no segundo mandato consecutivo, logo, não pode tentar a reeleição, mas demorou a apontar quem seria o escolhido para defender seu legado nas urnas. Na segunda-feira passada (25), Edson lançou a pré-candidatura do secretário municipal de Obras, Emanuel de Oliveira Vieira (União Brasil).
Naquele mesmo dia, a reportagem de A Gazeta, além de publicar essa informação, registrou que, entre os outros possíveis pré-candidatos estava o deputado estadual Danilo Bahiense (PL).
O parlamentar está fechado em copas, não concedeu entrevista. Mas o presidente estadual do PL, o senador Magno Malta, que é quem dá as cartas no partido, afirmou, nesta segunda-feira (1º), à coluna que o deputado, vai mesmo disputar a Prefeitura de Guarapari.
"Sim. O delegado Danilo Bahiense tem todas as características necessárias para ser o candidato do PL em Guarapari, alinhando-se com a meta do partido de ter pré-candidatos a prefeito em todos os municípios do Espírito Santo", disse Magno, em nota enviada pela assessoria de imprensa.
Desta forma, o delegado aposentado da Polícia Civil vai disputar diretamente contra o colega de plenário e ex-correligionário Zé Preto, que saiu do PL recentemente e se filiou ao Progressistas para disputar a prefeitura da cidade litorânea.
Também estão no páreo o presidente da Câmara Municipal, Wendell Lima (MDB), e Rodrigo Borges (Republicanos).
O ex-deputado federal Ted Conti (PSB) mantém a pré-candidatura, mas não descarta uma aliança, por exemplo, com o subsecretário estadual de Inteligência e Inovação da Secretaria Estadual de Turismo, Gedson Merízio (Podemos).
Uma frente de esquerda mobiliza-se na cidade para lançar um nome de consenso. Isso pode gerar mais um pré-candidato ou a redução de nomes.
O fato é que o atual prefeito esperou muito para indicar um sucessor. Lançou o inexperiente secretário de Obras, que nunca disputou uma eleição, um tanto em cima da hora. O grupo dele tem pouco tempo para construir a imagem e a campanha de Emanuel de Oliveira Vieira.
Ter o controle da máquina municipal ajuda, é claro. Não à toa, o evento de lançamento da pré-campanha, na semana passada, estava lotado. A plateia, em sua maioria, era formada por servidores comissionados.
De qualquer forma, vai ser uma tarefa hercúlea. "As pessoas me perguntavam: 'Quem são seus candidatos? Eu respondia: 'Nem minha mãe sabe'", contou o prefeito, em tom de anedota, naquela segunda-feira. Se guardou segredo como estratégia, foi, no mínimo, arriscado.
Nos bastidores, a informação, porém, é que Edson escolheu, primeiramente, mas ainda tardiamente, outro sucessor, do meio empresarial, mas o convite foi recusado. 
Os outros pré-candidatos têm mais visibilidade. Zé Preto, por exemplo, está em ascensão, foi eleito vereador e, dois anos depois, deputado estadual.
Desentendeu-se com o PL por apoiar, na Assembleia Legislativa, o governo Renato Casagrande (PSB) e conta, por isso mesmo, com a simpatia do Palácio Anchieta.
Edson Magalhães, apesar de ser aliado do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), não mantém tanta proximidade com a administração estadual.
Ted Conti, como já citado aqui, é do partido do próprio Casagrande, mas somente vai formalizar a candidatura a prefeito se pontuar bem nas pesquisas de intenção de voto nos próximos meses.
Do lado da oposição, quem se destaca é Danilo Bahiense que, segundo aliados, mora em Guarapari "há muitos anos". O deputado pode contar com o aval dos bolsonaristas que, em Guarapari, de acordo com o resultado das eleições de 2022, representam um percentual considerável.
Mas aqui vale a mesma reflexão já feita pela coluna quanto ao pleito em Vila Velha: a questão é saber se o debate ideológico vai se sobrepor a questões mais concretas, ligadas ao dia a dia das cidades, nas eleições municipais.

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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