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Desempenho

Em meio à crise nos PAs, Pazolini exonera secretária e subsecretária de Saúde

Desempenho à frente da pasta vinha sendo contestado, mas exonerações foram registradas "a pedido". Veja os bastidores

Públicado em 

29 mar 2022 às 18:21
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Atendimento precário no PA da Praia do Suá, em Vitória, no Natal 2021
Atendimento precário no PA da Praia do Suá, em Vitória, no Natal de 2021 Crédito: Carol Monteiro - TV Gazeta
Ainda em meio à pandemia de Covid-19, a secretária de Saúde da Prefeitura de Vitória, Thais Campolina Cohen Azoury, e a subsecretária, Valéria Baptistiti Crema, foram exoneradas, nesta terça-feira (29). O diário oficial registra que isso ocorreu "a pedido", ou seja, por solicitação delas. 
Há tempos, no entanto, o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) e aliados dele cogitavam a mudança. A área da saúde em Vitória tem sido foco de críticas e transtornos, algo incomum na história da cidade, em outras gestões. Ganhou notoriedade a demora para atendimento nos pronto atendimentos dos bairros São Pedro e Praia do Suá.
O prefeito, ao lado da secretária, apontou falhas da rede estadual, que supostamente não conseguia absorver os pacientes que precisavam de internação.
Isso gerou (mais um) atrito político entre Pazolini e o Palácio Anchieta.
 Mas uma pessoa próxima ao prefeito admite que faltou também gestão da pasta no imbróglio.
Thais Azoury manteve-se no cargo, juntamente com a subsecretária, mas sob críticas. Vereadores da base de Pazolini, embora não tornassem isso público, pois são aliados, reclamavam de "falta de diálogo" com a secretária.
Apesar de pontos positivos a mostrar, como o avanço da vacinação contra Covid-19, o desempenho da pasta deixava a desejar, considerando que a saúde pública municipal, em outras gestões, não apresentava tantos problemas.
A publicação das exonerações nesta terça pegou os vereadores de surpresa apenas porque não sabiam que seria nesta terça e sim que ocorreria em algum momento. 
A secretária mantinha um bom relacionamento com o prefeito e a permanência dela, e a da sub, foi postergada. Até que não foi mais possível.
Thais Azoury é médica efetiva da prefeitura e vai continuar assim, somente não vai comandar a pasta.
Um aliado de Pazolini diz que a data das exonerações foi escolhida porque já vai haver mudanças no secretariado nos próximos dias, devido às eleições.
A legislação determina que secretários municipais que quiserem disputar o pleito devem se desincompatibilizar, ou seja, deixar os cargos, até 2 de abril. 
Devem sair:
  • Aridelmo Teixeira, secretário da Fazenda
  • Neuzinha Oliveira, secretária de Direitos Humanos
  • Sandro Parrini, secretário de Esportes (avalia com o União Brasil se vai ser candidato a deputado estadual)
  • Luzia Toledo, diretora da Companhia de Desenvolvimento, Turismo e Inovação
Mas a saída da secretária de Saúde não tem ingredientes eleitorais. 
No lugar dela, responde interinamente a diretora do Centro de Vigilância em Saúde Ambiental (CVSA), Cristiane Stem.
As exonerações a pedido são uma forma mais elegante de encerrar a parceria.
A coluna tentou, sem sucesso, contato com a ex-secretária de saúde.
Por meio de nota, a Prefeitura de Vitória agradeceu às agora ex-secretária e ex-subsecretária e não deixou transparecer qualquer descontentamento com o desempenho delas:
A Prefeitura de Vitória externa seu profundo agradecimento às profissionais Thais Cohen Azoury e Valéria Bapitisti Crema, pela franca dedicação e relevantes serviços prestados nesses 15 meses de gestão, nos cargos de secretária e Subsecretária de saúde, respectivamente.
No período em que estiveram à frente da Secretaria Municipal da Saúde, desenvolveram um novo modelo de gestão que ampliou o número de consultas especializadas, posicionou Vitória como Capital nacional da vacinação contra a Covid-19; ampliou o horário de funcionamento de 6 unidades de saúde em retaguarda aos Pronto-Atendimentos, implantou a Casa Rosa e contratou mais médicos para atuar nos P.A.s e Unidades de Saúde.
Thais Azoury é médica efetiva da rede municipal de saúde e retornará às suas atividades, tendo cumprido com competência e lisura suas atribuições.
Uma das poucas vozes de oposição a Pazolini na Câmara de Vitória, a vereadora Karla Coser (PT) disse que até enviou uma mensagem à ex-secretária nesta terça manifestando que o descontentamento não era com ela, especificamente, mas em relação à gestão Pazolini na área da saúde.
"Os servidores que trabalham nas unidades de saúde e pronto atendimentos reclamam de estarem sobrecarregados e de falta de organização, não necessariamente reclamam dela (da secretária), mas da gestão", afirmou.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, onde exerce a funcao de editora-adjunta desde 2020.

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