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Eleições 2026

Como Casagrande vai lidar com os vários aliados que querem disputar o Senado

Ao menos quatro nomes querem o apoio do chefe do Executivo estadual na corrida do ano que vem. Ele contou à coluna como pretende lidar com isso

Publicado em 05 de Setembro de 2025 às 09:14

Públicado em 

05 set 2025 às 09:14
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Renato Casagrande durante evento no Palácio Anchieta na quarta-feira (3)
Renato Casagrande durante evento no Palácio Anchieta na quarta-feira (3) Crédito: Hélio Filho/Secom
Ao menos quatro aliados do governador Renato Casagrande (PSB) querem disputar o Senado no ano que vem: os prefeitos de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB), o deputado federal Da Vitória (PP) e o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).
E todos pretendem obter o apoio do socialista na empreitada. O próprio governador deve ser candidato a senador em 2026, embora não crave isso publicamente. 
A corrida paralela no grupo casagrandista é para definir quem vai ser o candidato à segunda vaga, afinal, duas cadeiras vão estar em disputa para esse cargo.
Como Casagrande vai lidar com isso? Vai incentivar ou patrocinar politicamente um deles desde já? Há o risco de uma briga fratricida?
A pré-campanha pelo Palácio Anchieta tem, ou teve, contornos similares. Vários aliados do governador se movimentaram como pré-candidatos, mas, hoje, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) está consolidado, nos bastidores, como o ungido. É desafiado apenas pelo prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido).
Em relação à disputa pelo governo estadual, o próprio Casagrande fomentou a disputa interna, ao citar e levantar a bola de, ao todo, seis possíveis candidatos.
Quando o assunto é o Senado, ele se mostra mais comedido.
Em entrevista à coluna, na quarta-feira (3), o chefe do Executivo estadual teve o cuidado de não listar proativamente os pré-candidatos às cadeiras em Brasília.
"São pessoas que são citadas como possíveis candidatos ao Senado", ponderou. 
Casagrande ainda respondeu que não incentiva nenhum dos quatro, especificamente, a disputar.
"Não tem incentivo. Tem respeito às manifestações e às articulações que eles estão fazendo"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do ES
Para evitar se comprometer com um dos nomes, por enquanto, lançou mão do tempo:
"São todos nomes experientes, que já cumpriram ou cumprem tarefas importantes, todos capacitados para ajudar o estado no Senado. Mas é muito cedo ainda. A minha candidatura, por exemplo, se eu vou ser ou não candidato ao Senado, só vou decidir em abril, não vou decidir agora".
"O processo (pré-eleitoral) vai dizer se eu vou ficar no governo ou se vou sair (para disputar o Senado). E tudo isso vai influenciar os nomes que vão surgir para a candidatura. Agora não é o tempo de definição, é o tempo da efervescência de nomes, é algo natural", completou. 
"É também o tempo de se fortalecer. Quem quiser disputar o Senado, o tempo de fortalecimento é agora", avaliou.
CONTARATO E DO VAL
As vagas que vão estar em disputa para o Senado no ano que vem no Espírito Santo são as hoje ocupadas por Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Podemos).
Contarato é pré-candidato à reeleição, mas ainda não está claro se o PT vai ou não estar no palanque casagrandista/ricardista em 2026.
Quanto a Do Val, em vídeo divulgado nesta sexta-feira (5), ele afirmou que vai disputar a reeleição.
CONCORRENTES
Enquanto isso, nomes de oposição ao governo estadual também se movimentam de olho no Senado. 
O PL, por exemplo, lançou a pré-candidatura de Maguinha Malta, filha do senador Magno Malta.
O deputado federal Evair de Melo (PP) já recebeu até apoio público do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para entrar na disputa.
O ex-deputado federal Carlos Manato também quer participar da corrida, assim como o deputado estadual Wellington Callegari.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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