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Entenda

Casagrande foi contra federação com PT, mas apoia união do PSB com PDT

PSB, PDT e Solidariedade estudam formar federação, uma espécie de coligação turbinada, que duraria quatro anos

Públicado em 

17 mar 2023 às 11:16
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Renato Casagrande, Governador do ES
O governador Renato Casagrande na última quarta-feira (15), quando participou do teste de uma das embarcações a serem usadas no sistema aquaviário de transporte público Crédito: Fernando Madeira
Em 2022, o PSB ensaiou ingressar em uma federação com PT, PCdoB e PV. A ideia, contudo, não foi à frente. O governador Renato Casagrande, secretário-geral dos socialistas, foi uma das vozes contrárias à parceria. A federação é uma espécie de coligação turbinada, com duração de quatro anos.
Não se trata de uma fusão, cada partido continua existindo, mas as decisões passam a ser conjuntas. E, em tese, isso aumenta as chances de, juntos, elegerem deputados federais e se movimentarem com mais força no tabuleiro político. 
Agora, o PSB quer integrar uma federação. Mas não a que envolve o PT. Os socialistas aprovaram, com a anuência de Casagrande, a formação de uma parceria com PDT e Solidariedade (este já absorveu o Pros). 
Por que a mudança de postura?
A questão é que, junto com o PT, que é um partido maior, os socialistas temiam ser "engolidos". Pela configuração da federação proposta no ano passado, os petistas teriam mais poder para decidir os passos do grupo, uma vez que têm uma bancada maior na Câmara dos Deputados.
"A federação com o PT colocava o PT numa posição que, de alguma maneira, anulava muito os desejos e as iniciativas do PSB", pontuou Casagrande em conversa com a coluna na última quarta-feira (15).
"Agora, (PDT e Solidariedade), são partidos semelhantes, do mesmo tamanho (do PSB). As regras de funcionamento colocam todos com condições de debater", argumentou o governador do Espírito Santo.
"É uma decisão estratégica, que torna os nossos partidos mais mais atraentes para a eleição municipal", complementou. Ano que vem tem eleição para prefeito e vereador.
Em território capixaba, PDT e PSB são aliados históricos. O principal nome dos pedetistas é o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, que já disse a aliados que não vai tentar a reeleição.
Já o Solidariedade, em 2022, esteve ao lado do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (então filiado à Rede), que disputou o Palácio Anchieta contra Casagrande. No Pros, que foi incorporado pelo Solidariedade, porém, há diversos aliados do socialista.
MINGUOU
Casagrande afirmou, em 2022, que o PSB é um partido de porte médio, não um nanico. Logo, teria condições de, sozinho, eleger uma bancada de deputados federais relevante. 
As urnas, entretanto, mostraram outra realidade.
A sigla tinha 24 deputados federais. Minguou para 14.
O número de cadeiras na Câmara é vital para os partidos, uma vez que é o que define, por exemplo, quanto cada legenda recebe do Fundo Eleitoral para fazer campanha. 
Os recursos do fundo partidário – principal fonte de renda das agremiações – também estão relacionados aos votos dados a candidatos a deputado federal. Isso sem falar no tempo de propaganda na TV e no rádio.
Além do medo de o PT mandar demais, o cenário político em São Paulo emperrou a entrada do PSB na federação formada por PT, PCdoB e PV. 
A deputada federal Tabata Amaral, eleita em 2018 pelo PDT, saiu da sigla em 2021 e migrou para o PSB.
Reeleita no ano passado, ela é uma possível candidata à Prefeitura de São Paulo em 2024. Mas a federação somente pode lançar um nome. O PT poderia não querer abrir mão de disputar a maior vitrine política municipal do país.
Em 2023, mais uma vez, o fator Tabata aparece como entrave, mesmo para a possível federação do PSB com o PDT.
Deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP)
Deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Os pedetistas nem cogitam apoiar a deputada federal para a Prefeitura de São Paulo. 
O PDT ainda filiou o apresentador de TV José Luiz Datena, que pode ser o nome do partido na corrida. Isso, claro, se Datena não desistir na reta final, como já virou tradição.
"Espero que o estratégico supere o tático, o pontual. Em todo lugar pode haver um ou outro problema. Aqui (no Espírito Santo), temos poucos problemas. Os partidos têm que compreender que o mundo mudou, os resultados nas eleições mostraram isso e é preciso que a gente aponte para expectativas novas", avaliou Casagrande. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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