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Eleições 2024

Arnaldinho Borgo rebate adversários: "O choro é livre"

Prefeito de Vila Velha é criticado por se apoiar em investimentos estaduais na cidade e por ter aliados "de esquerda"

Publicado em 04 de Julho de 2024 às 13:47

Públicado em 

04 jul 2024 às 13:47
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, decidiu permanecer no mesmo partido
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, é filiado ao Podemos Crédito: Podemos/Divulgação
Pré-candidato à reeleição, o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), conta com o apoio declarado do governador Renato Casagrande (PSB) que, como a coluna mostrou, fez três anúncios em pouco mais de 12 horas ao lado do aliado em plena pré-campanha eleitoral. 
Na cidade, entretanto, o chefe do Executivo municipal também tem adversários. Para petistas, que têm a pré-candidatura do ex-vereador João Batista Gagno Intra, o Babá, em Vila Velha, a "paternidade" das obras e serviços municipais é, na verdade, do Palácio Anchieta. O PT faz parte da gestão estadual.
A parceria CasaDinho está dando o que falar.
O ex-secretário estadual de Segurança Pública Coronel Ramalho (PL), pré-candidato a prefeito, é um dos críticos mais mordazes de Arnaldinho.
O militar da reserva da PM aponta o que considera o uso das máquinas municipal e estadual em prol da reeleição de Arnaldinho e ainda critica o fato de partidos considerados de esquerda estarem ao lado do atual prefeito, entre eles o PSB de Casagrande.
O próprio Ramalho, cabe lembrar, integrou, até janeiro de 2024, o primeiro escalão do governo estadual, mas sustenta que sua participação foi técnica e não política.
Na última terça-feira (2), a coluna questionou o prefeito de Vila Velha sobre essas observações. Normalmente, ele se esquiva do assunto "eleições 2024". Arnaldinho nem se declarou, até agora, pré-candidato à reeleição, embora o seja.
Desta vez, contudo, na entrevista, ele rebateu os adversários:
"O choro é livre. Isso não é crítica. É mostrar a capacidade que o prefeito de Vila Velha tem de dialogar.  Antes de eu chegar, a maior bronca dos moradores era que os prefeitos brigavam com o governador. Diferentemente deles, eu chamei o governador para ajudar a cidade e estamos melhorando a vida das pessoas".
GUERRA IDEOLÓGICA
O Podemos, partido do prefeito, no Espírito Santo, reúne, principalmente, políticos de centro-direita, como o próprio Arnaldinho. Nacionalmente, não tem uma identidade ideológica.
Já entre as siglas aliadas ao chefe do Executivo de Vila Velha, há o PSB, uma legenda de centro-esquerda, o MDB, de centro, e o Republicanos, cujo slogan é "o verdadeiro partido conservador do Brasil".
"Quem não tem projeto para a cidade tenta ludibriar a população com essa questão do extremismo. O extremismo não gera emprego, não constrói unidade de saúde, não faz pavimentação asfáltica, não constrói creche (...) O extremismo só serve para quem não tem projeto", afirmou Arnaldinho.
"Sou um prefeito equilibrado, dialogo com a sociedade. A sociedade é feita do plural e não do singular", complementou.
Enquanto o PT exalta o presidente da República, Luiz Inácio  Lula da Silva, Ramalho exalta o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O coronel, porém, faz questão de frisar que não baseia a pré-campanha apenas nisso.
É preciso lembrar que, se dependesse apenas dos eleitores da cidade canela-verde, Bolsonaro teria sido reeleito em 2022 com 60,92% dos votos no segundo turno.
O que explica o flerte com os bolsonaristas. 
Arnaldinho, apesar de tentar se afastar da guerra ideológica, também sinaliza para esse público, como ao deixar-se filmar ao atirar com um fuzil ou ao prestigiar um evento evangélico.
Além de Ramalho e Babá, os outros adversários do atual prefeito são o ex-prefeito Neucimar Fraga (PP), o tucano Maurício Gorza, aliado do também ex-prefeito Max Filho (PSDB) e Nícolas Trancho (Psol).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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