Se o caju deu samba para a Mocidade no
carnaval do
Rio de Janeiro, bem que o mamão poderia render também uma bela homenagem das escolas de samba no Espírito Santo. É que a fruta, segundo levantamento realizado pelo perfil Brasil em Mapas, lidera em valor de produção no Estado: R$ 1,17 bilhão (dados de 2022, os mais recentes).
Os números comparativos mostram a importância da cultura do mamão para a economia capixaba e brasileira. O valor de produção desse alimento, em todo o país, foi de R$ 2,4 bilhões. E o Espírito Santo é responsável, sozinho, por quase metade (48,75%) da geração dessa riqueza para a economia nacional. O fruto do mamoeiro teve o sétimo maior número de produção, em reais, em todo o país.
Às escolas de samba, especialmente do
Espírito Santo, que se interessarem pela história da fruta, vale um destaque sobre a descrição feita pela Embrapa. “Descoberto pelos espanhóis no sul do México e em regiões da América Central, o mamoeiro chegou ao Brasil por volta de 1587. O estado de São Paulo foi um dos maiores produtores nacionais de mamão até meados da década de 1970. Com a ocorrência endêmica da virose mancha-anelar, conhecida como mosaico, a maioria dos plantios de mamoeiro foi eliminada em São Paulo, ocasião em que a cultura migrou para o nordeste do Pará, extremo sul da Bahia e norte do Espírito Santo”.
E as propriedades do mamão são diversas. “Na indústria de alimentos, é transformado em doces, fruta desidratada e cristalizada, geleias, sucos, néctares e polpa. O mamoeiro contém látex, onde se concentra a papaína, enzima proteolítica usada na indústria farmacêutica por suas propriedades cicatrizante, anti-inflamatória, bactericida e bacteriostática e de melhoria da digestão. A papaína é também amplamente utilizada nas indústrias têxtil, de bebidas, couro e cosméticos”.
Se o caju dá samba, certamente o mamão tem evolução garantida na avenida. Não faltam histórias e fontes de recursos por essas bandas - sem querer fazer trocadilho (nem pela metade) algum com a nossa querida fruta.