As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmam ter interceptado neste domingo (7/6) uma onda de mísseis iranianos no norte do país.
Segundo os militares israelenses, sirenes foram acionadas em diversas partes do território israelense.
"O Sistema de Defesa Aérea está atualmente identificando e interceptando ameaças", diz o comunicado das IDF.
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) também publicou um comunicado, dizendo que "nossas unidades de mísseis e drones lançaram um ataque coordenado e intensivo contra o coração das cidades do norte" de Israel.
"Esta operação não é um evento passageiro, mas sim o início de uma semana inteira de ataques contínuos", afirmou a Guarda Revolucionária iraniana.
"Ondas de mísseis e drones continuarão sendo lançadas ininterruptamente pelos próximos sete dias, até que o inimigo seja dissuadido e cesse seus crimes."
"Qualquer ataque ao território iraniano será recebido com uma resposta devastadora e esmagadora, além de todas as expectativas", conclui a autoridade militar iraniana.
Israel atacou Beirute após cessar-fogo
Mais cedo neste domingo, Israel atingiu o sul de Beirute, no primeiro ataque à capital libanesa desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos na semana passada.
Dois ataques aéreos contra dois prédios residenciais em um reduto do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, mataram duas pessoas e feriram pelo menos 20, incluindo mulheres e crianças, informou o Ministério da Saúde do Líbano.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel atacou "o quartel-general terrorista no distrito de Dahieh, em Beirute, em resposta aos disparos do Hezbollah contra território israelense". O Hezbollah confirmou posteriormente ter disparado contra posições militares israelenses.
Após o ataque a Beirute, as Forças de Defesa de Israel disseram que estavam "se preparando para possíveis disparos" contra Israel nas horas seguintes.
A Força Aérea de Israel afirma ter interceptado "todos os mísseis lançados do Irã até o momento".
Acrescenta ainda que "outros lançamentos" foram identificados e que as forças armadas israelenses estão "detectando e interceptando ameaças continuamente".
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de direita radical, afirmou que Teerã "deve queimar", após os ataques do Irã ao norte de Israel.
"Esta noite, Teerã deve queimar!", declarou Ben-Gvir em uma breve postagem em hebraico na rede social X (antigo Twitter).
O presidente dos EUA, Donald Trump, instou o Irã a retornar à mesa de negociações após o lançamento de mísseis contra o norte de Israel.
Em entrevista à emissora americana Fox News, Trump transmitiu uma mensagem ao Irã: "Vocês lançaram seus mísseis. Isso já basta. Voltem à mesa de negociações e façam um acordo."
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou em seu comunicado que os ataques desta noite contra Israel "serviram como um aviso".
Acrescentou que, caso os "atos de agressão" de Israel — referindo-se ao ataque ao Líbano hoje mais cedo — se repitam, as respostas serão "mais abrangentes", englobando "todos" os alvos americanos e israelenses na região, informa Ghoncheh Habibiazad, repórter sênior do serviço persa da BBC.
A IRGC reivindica ter atacado a Base Aérea de Ramat David, localizada a sudeste de Haifa, com mísseis balísticos.
Também acusa os EUA e Israel de "não cumprirem seus compromissos" no âmbito do cessar-fogo entre Irã, EUA e Israel, que entrou em vigor no início de abril.