Uma das santas mais populares da
Igreja Católica, Santa Teresinha tem relíquias que estão peregrinando pelo país de 1º de fevereiro a 1º de outubro deste ano. no Espírito Santo, os restos preservados (o fêmur e ossos do pé) da santa estarão abertos à visitação no Carmelo de Cariacica, entre os dias 2 e 5 de julho, e no Carmelo de Cachoeiro de Itapemirim, de 6 a 8 do mesmo mês.
Mais de 70 cidades brasileiras irão receber as relíquias da santa francesa. A primeira foi Trindade (GO) e a última será São Paulo no dia 1º de outubro, dia dedicado à santa. É a quarta vez que a urna com as relíquias de primeiro grau vêm ao Brasil.
A visita das relíquias de Santa Teresinha ocorre em meio à festa de dois jubileus: a celebração dos 150 anos do nascimento da carmelita francesa, que foi comemorado em janeiro de 2023, e dos 100 anos da sua canonização, que ocorrerá em 2025.
O relicário (local onde se guardam relíquias) que leva o fêmur e os ossos do pé de Santa Teresinha foi uma doação de brasileiros ao Carmelo de Lisieux, na França. Segundo os frades carmelitas, na verdade há dois relicários doados pelo Brasil.
O primeiro foi em 1922, numa campanha de arrecadação organizada pelo jesuíta Henri Rubillon. Conhecido como “Relicário do Brasil”, permanece no Carmelo de Lisieux e é usado apenas internamente. O segundo, chamado de “Relicário do Centenário”, também uma doação do povo brasileiro, é utilizado para as peregrinações intercontinentais.
Marie-Françoise-Thérèse Martin, conhecida como Santa Teresa de Lisieux ou Teresinha do Menino Jesus, é uma das santas mais populares do Brasil e do mundo. Ela nasceu no dia 2 de janeiro de 1873, em Alençon, na
França.
Aos 15 anos, Teresinha entrou no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com a autorização do papa Leão XIII. Sua grande experiência com Deus desde pequena foi relatada em seus diários.
Santa Teresinha morreu aos 24 anos em 30 de setembro de 1897. Foi beatificada em 1923 e canonizada em 17 de maio de 1925 pelo papa Pio XI. Em 19 de outubro de 1997, no domingo missionário, Teresa de Lisieux foi proclamada doutora da Igreja pelo
papa São João Paulo II, devido aos seus escritos autobiográficos.