Nenhum sambista capixaba olhará para os dois recuos de bateria no Sambão do Povo da mesma forma, a partir do
Carnaval de 2024. O primeiro, antes dos ritmistas entrarem na avenida, agora tem o nome de “Luiz Carlos dos Santos, o Polha”.
Baluarte do samba no Espírito Santo, Polha era um dos grandes personagens do carnaval capixaba, intérprete talentoso que morreu em decorrência de complicações causadas pela Covid-19.
Polha atuou como intérprete e compositor da Novo Império no final dos anos 1980. Era também muito empenhado na construção e montagens de carros alegóricos. Chegou a ser homenageado na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal de Vitória.
O segundo recuo, por sua vez, foi batizado de “Mestre Ditão”, outro símbolo do carnaval do ES. Ditão foi presidente da escola de samba Unidos de Jucutuquara e morreu após sofrer um infarto fulminante. A escola foi criada no dia 29 de janeiro de 1972 e Ditão foi um dos fundadores. Além disso, ele era mestre de bateria da agremiação e filho de dona Maria Coroa, conhecida benzedeira em Vitória.
A decisão de batizar os dois recuos é da gestão de Edson Neto à frente da Liesge, a Liga das Escolas de Samba. Uma estrutura com nome e foto dos dois homenageados já está nos espaços do Sambão.
“O carnaval capixaba está reverenciando dois ícones que tanto fizeram por suas escolas, e também pela festa em si. Eles amavam o carnaval, respiraram o carnaval e ajudaram, cada um à sua maneira, a fazer o nosso desfile mais especial”, elogia o presidente da Liesge.