As
mudanças climáticas, as seguidas agressões ambientais e a inércia e a incompetência do Poder Público para enfrentar esse cenário estão provocando prejuízos pesados ao Espírito Santo. Em outras palavras: está doendo no bolso.
De acordo com o “Atlas Digital de Desastres no Brasil”, elaborado e mantido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR), é bilionária a conta assumida pelo Estado, ao longo de uma década, com as sucessivas estiagens e secas, além das
chuvas intensas.
No período de 2013 a 2022, os prejuízos acumulados à economia do Estado, segundo a pasta, foram de R$ 7,3 bilhões com água demais e calor excessivo. Já os danos no território capixaba foram de quase R$ 207 milhões.
Ao longo desse período, segundo o levantamento, foram afetadas 3.908.041 pessoas no Espírito Santo, evidenciando a gravidade do problema ambiental. Com relação aos desabrigados e desalojados – estes, em sua totalidade, foram atingidos pelas chuvas –, o número chega a 22.079 habitantes.
Ao todo, em dez anos, foram registrados 23 óbitos decorrentes desses desastres climáticos, sendo que 20 foram provocados pela estiagem e seca, o que mostra como o calor no Estado é um problema.