O prefeito de
Marilândia, Augusto Astori (PSB), teve que recorrer às redes sociais para desmentir que havia publicado um “decreto de falência” da cidade. Gutim Astori, como é mais conhecido, admite, entretanto, que editou um decreto de contenção de despesas da administração municipal para enfrentar a queda na arrecadação da cidade do Noroeste do Estado e que tem uma população estimada de 13.091 habitantes (IBGE-2021).
“Oportunistas divulgaram uma fake news alterando as informações. É a oposição querendo tirar proveito”, reclama Gutim, que adotou uma série de medidas restritivas de gastos na prefeitura. Entre elas, o prefeito destaca o corte de diárias e até do sagrado cafezinho nas repartições públicas municipais.
No decreto de contenção de despesas, publicado no dia 1º de junho, Gutim Astori alega que
a receita do município e do Estado vem caindo o que, segundo ele, determinou a adoção de medidas de economia visando evitar o déficit financeiro e orçamentário até o fim do ano.
O decreto também prevê a não substituição de servidores que porventura venham a se desligar da administração e a não contratação de novos funcionários comissionados.
O orçamento de Marilândia (recursos próprios como IPTU e ICMS) previa uma receita de R$ 15,8 milhões para os primeiros cinco meses de 2023, mas a prefeitura arrecadou R$ 15,1 milhões, um déficit de R$ 737 mil. Se a frustração da receita permanecer nesse ritmo, a prefeitura prevê cerca um déficit orçamentário da ordem de 10% para este ano. O orçamento total do município para 2023 está estimado em R$ 38,1 milhões.