Uma pergunta tem se multiplicado em
outdoors na
Grande Vitória: “Quem é John Galt?”. O anúncio com letras garrafais brancas e fundo preto não indica quem pediu para espalhar esta mensagem na região metropolitana.
E, afinal, quem é John Galt? A frase aparece no livro “A Revolta de Atlas”, da autora russa Ayn Rand. Trata-se de uma expressão usada para definir impotência e desespero.
“A Revolta de Atlas” é considerado o livro mais influente nos
Estados Unidos depois da
Bíblia, segundo a Biblioteca do Congresso americano. A obra é muito exaltada por setores mais conservadores e de direita da sociedade americana.
Segundo a Exame, Ayn Rand, depois de testemunhar a Revolução Russa de 1917, partiu para um país que considerava modelo ideal de liberdade, os Estados Unidos. A partir de então, consagrou-se como romancista, dramaturga, roteirista e filósofa americana.
No resumo da
Amazon sobre a obra, a história se passa numa época imprecisa, quando as forças políticas de esquerda estão no poder. Último baluarte do que ainda resta do capitalismo num mundo infestado de repúblicas populares, os Estados Unidos estão em decadência e sua economia caminha para o colapso.
A Amazon ainda diz que “nesse cenário desolador em que a intervenção estatal se sobrepõe a qualquer iniciativa privada de reerguer a economia, os principais líderes da indústria, do empresariado, das ciências e das artes começam a sumir sem deixar pistas. Com medidas arbitrárias e leis manipuladas, o Estado logo se apossa de suas propriedades e invenções, mas não é capaz de manter a lucratividade de seus negócios”.