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Leonel Ximenes

Onde mais se perde a vida por atropelamento e colisão no ES

Três grandes cidades do interior lideram ocorrências fatais decorrentes de batida de veículos

Publicado em 29 de Junho de 2024 às 03:12

Públicado em 

29 jun 2024 às 03:12
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Imperícia, imprudência e más condições das vias contribuem para os acidentes de trânsito
Imperícia, imprudência e más condições das vias contribuem para os acidentes de trânsito Crédito: Divulgação
Os sinistros de trânsito no Espírito Santo têm diferentes tendências, e as ocorrências fatais, como as de atropelamento e de colisão, têm municípios distintos como líderes deste triste ranking.
Segundo o Observatório de Segurança Cidadã, do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), de janeiro a abril – dados mais atualizados do repositório – Vitória liderou as mortes por atropelamento, com nove casos. Na segunda colocação estão Serra e Vila Velha, ambas com três registros, e no terceiro lugar Cariacica, Colatina, Linhares e São Mateus, cada uma com dois óbitos.
O especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal apontou que esse tipo de incidente tem a ver com a maior quantidade de pessoas circulando nos grandes centros.
“Vitória é o principal corredor urbano do Espírito Santo. É a capital da região metropolitana que já congrega milhões de habitantes. O cenário do trânsito é desafiador para que haja educação e respeito tanto por parte de quem dirige ou pilota quanto para quem é pedestre. Na velocidade do dia a dia, infelizmente qualquer conduta errada, como desobedecer a sinalização, pode ser fatal”, refletiu.
Quanto às colisões, as três cidades com maior número de sinistros com mortes são São Mateus (12), Colatina (10) e Nova Venécia (9). “Em comum, são municípios cortados por rodovias estaduais e federais. Há tradição no transporte de cargas pesadas e, como em Colatina e em Nova Venécia, o traçado é sinuoso. Isso já denota perigo. Se houver adição de imperícia, imprudência e más condições das vias, isso vira uma bomba-relógio no trânsito”, alerta.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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