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Leonel Ximenes

O Espírito Santo chora a morte de dona Flor, de 107 anos

Como a coluna mostrou em 4 de agosto do ano passado, idosa foi homenageada com uma alvorada festiva no dia do seu aniversário

Publicado em 28 de Março de 2021 às 02:01

Públicado em 

28 mar 2021 às 02:01
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Dona Flor em sua casa em Guaçuí, onde morava
Dona Flor em sua casa em Guaçuí, onde morava Crédito: Danielle Muruci/905 FM
O tempo para ela não parecia passar. Lúcida, memória boa, era a moradora mais antiga não apenas da Rua Emiliana Emery, mas da própria cidade onde nasceu e cresceu. Ou melhor, a cidade cresceu em torno dela. Mas a vida findou-se às 20 horas deste sábado (27) para dona Flordelis Siqueira de Paula, a dona Flor, que fez 107 anos de idade em 4 de agosto do ano passado.
Guaçuí, a “Pérola do Caparaó”, não terá mais alvorada para dona Flor, como aquela que a coluna noticiou no seu último aniversário. A vovó supersimpática e falante, moradora mais antiga da cidade, estava até feliz, segundo atesta Renata Tomaz, 32 anos, vizinha da frente e que a considerava sua bisavó.
Dona Flor havia tomado a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e aguardava em casa, devidamente resguardada, a segunda dose e a completa imunização. Não deu tempo. Mas não foi do terrível vírus que a vovó do Caparaó pereceu. O motivo foi outro.
“Ela sofreu uma queda dentro de casa e quebrou uma perna. Foi levada ao hospital e teve que fazer uma cirurgia. Por precaução, foi para a UTI, mas se recuperou bem e na sexta-feira teve alta e voltou para casa. Morreu serena, sem aviso”, conta a vizinha Renata, amiga de dona Flor, apesar dos 75 anos de diferença de idade entre as duas.
Das duas filhas adotivas, Neusa mora em Guaçuí, mas a outra, Regina, mora em Vitória e quando soube da morte da mãe, viajou para a cidade do Caparaó para participar das despedidas de dona Flor. Quem sabe com uma retreta da Lira Santa Cecília tocando as músicas que ela gostava de ouvir e cantarolar no dia de seu aniversário.
Obrigado pelo seu exemplo de vida, dona Flor. O jardim que a senhora deixou aqui jamais vai deixar de florescer.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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