No ano passado, 3.072 crianças que nasceram no
Espírito Santo não tiveram em sua documentação o nome do pai registrado. Os dados são da transparência da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).
A quantidade, quando comparada com o total de nascimentos no Espírito Santo, representa 5,76% dos 53.283 novos registros. O número de 3.072 é ligeiramente menor que o de 2020, quando 3.136 crianças capixabas nascidas naquele ano somente tinham o nome da mãe na certidão.
Em todos os municípios do Espírito Santo houve registro de crianças sem o nome dos pais em 2021. Há casos que são curiosos, como o de
Marechal Floriano, que dos 214 nascimentos registrados, apenas um foi considerado como de “pai ausente”.
De acordo com a Arpen-Brasil, o registro de nascimento, quando o pai for ausente ou se recusar a realizá-lo, pode ser feito somente em nome da mãe, que, no ato de registro, pode indicar o nome do suposto pai ao cartório, que dará início ao processo de reconhecimento judicial de paternidade.