Ficar com a porta fechada já no início da noite, abrir somente quando o cliente aparecer e fechar novamente enquanto nenhum novo consumidor aparece. Esta tem sido a rotina de uma farmácia na Rua José Teixeira, na
Praia do Canto, uma das vias com intenso comércio no bairro nobre da Capital. A operação diária tem como objetivo evitar furtos, prática que tem infernizado moradores e comerciantes da região.
Segundo os funcionários, esses crimes têm sido cometidos por moradores em situação de rua, que pegam a primeira coisa que veem pela frente e já saem correndo. Na lista de produtos furtados estão cosméticos, remédios e outros itens que ficam próximos da entrada do estabelecimento.
Funcionários observam que os moradores em situação de rua surgem de uma forma muito rápida e que não dá para controlar esse ataque furtivo. Daí a medida drástica de fechar a porta e só atender quando o cliente aparecer.
À noite, a Rua José Teixeira, que é transversal à Reta da Penha, fica muito vazia. Com a
pandemia, a circulação de pessoas reduziu-se ainda mais. Esse tipo de furto, de menor impacto, mas que somado causa grandes prejuízos, na maioria dos casos fica subnotificado, ou seja, acaba não sendo comunicado às autoridades policiais.