O
governo do Estado e a
Cesan vão se reunir, provavelmente nesta terça-feira (6), para definir o cronograma das obras da despoluição do Canal da Costa, em Vila Velha, uma das grandes fontes de poluição da
Baía de Vitória.
A coluna apurou que a obra tão desejada e esperada deve ficar em torno de R$ 39 milhões. Por se tratar de uma ação estratégica, de grande visibilidade para a atual administração estadual, o
governador Renato Casagrande (PSB) está se preparando para anunciar a despoluição com pompa e circunstância.
O Canal da Costa, inicialmente chamado de Rio da Costa, com seus 6,1 quilômetros de extensão, se transformou em um valão fétido e imundo ao longo do tempo, resultado da ocupação desordenada do solo urbano de
Vila Velha.
Segundo pesquisadores da Ufes, a desnaturalização do Canal da Costa, bem como de outros canais da cidade, é consequência de um processo de urbanização que afeta o leito do curso d'água e dá origem a uma série de consequências ambientais com impacto social. Junto com o estreitamento das vias fluviais, uma soma de fatores contribuiu para cenários de inundação: o concreto impermeável, o asfalto e a cobertura do canal.
Atualmente, duas estações de bombeamento de águas pluviais estão em operação no Canal da Costa, uma ao lado do Shopping
Praia da Costa e outra ao lado do 38º BI de Infantaria do Exército. As duas estruturas têm a função de impedir alagamentos nessa região de Vila Velha.