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Leonel Ximenes

Espetáculo reúne erudito e popular no mesmo palco no ES

Sob a regência do maestro Helder Trefzger, Orquestra Sinfônica e bandas de congo comemoram o Dia Nacional do Patrimônio Histórico

Publicado em 14 de Agosto de 2022 às 02:11

Públicado em 

14 ago 2022 às 02:11
Leonel Ximenes

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Maestro Helder Trefzger (de camisa azul) acompanha ensaio da Banda de Congo de São Sebastião de Piapitangui, em Viana, que participará da apresentação
Maestro Helder Trefzger (de camisa azul) acompanha ensaio da Banda de Congo de São Sebastião de Piapitangui, em Viana, que participará da apresentação Crédito: Erika Piskac
Quando o popular e o erudito se unem, a cultura se fortalece. Na próxima quinta-feira (18), às 20h, no Teatro Sesc Glória, em Vitória, a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses) vai se juntar com oito bandas de congo do Estado para realizar o concerto “Congo de Casaca”.
A mistura de estilos conta com a participação de bandas de congo de Vitória, Cariacica, Viana, Serra, Fundão, Vila Velha e Aracruz, sob a regência do maestro da Oses, Helder Trefzger, que também assina os arranjos.
O concerto terá início com uma coletânea de canções tradicionais do congo do Espírito Santo, intitulada “Congos de Beira Mar”, escritas pelo compositor, maestro e poeta Jaceguay Lins, que assumiu o cargo de maestro da Oses na segunda metade dos anos 1980. Para a coletânea, o concerto vai contar com as participações especiais dos coros Vox Victoria e Coro Sinfônico da Fames, ambos dirigidos pelo maestro Sanny Souza.
Para a apresentação em Vitória, os ingressos custam R$ 20,00 (inteira); R$ 12,00 (conveniado) e R$ 10,00 (meia-entrada e cliente com carteirinha do Sesc). Compre online aqui.
O maestro Helder Trefzger destacou que o “Congo de Casaca” será uma grande troca de experiências e energia. “A ideia é valorizar o congo e seus mestres, com eles atuando como solistas da Orquestra. As toadas do congo são canções guardadas de memória ou improvisadas, que falam de temas variados, como o mar, o amor, a natureza e a devoção aos santos. As toadas são transmitidas oralmente, não estão escritas em partituras”, disse.
"As toadas do congo são canções guardadas de memória ou improvisadas, que falam de temas variados, como o mar, o amor, a natureza e a devoção aos santos. As toadas são transmitidas oralmente, não estão escritas em partituras"
Helder Trefzger - Maestro e regente da Oses
“Durante o processo de escrita dos arranjos, a primeira coisa foi colocar essas melodias em partituras. Depois disso, busquei fazer os arranjos preservando as características de cada toada e o jeito de cantar e tocar de cada banda. A orquestra dialoga com as bandas em total harmonia”, completou Trefzger.

Primeiro espetáculo em conjunto foi há 10 anos

Não é a primeira experiência da Orquestra Sinfônica do Espírito Santo com a cultura popular. Em 2012, um espetáculo reuniu, no palco do Theatro Carlos Gomes, a Oses e as bandas de congo “Amores da Lua”, de Vitória; a Banda de Congo do Mestre Honório, da Barra do Jucu; Banda de Congo do Mestre Tagibe, de Roda D'Água, Cariacica; e a própria Banda de Congo da Associação de Bandas de Congo da Serra.

Em 2018, a Oses dividiu o palco com o Grupo de Ticumbi de São Benedito, do Mestre Terto, de Conceição da Barra, em um espetáculo no Teatro Sesc Glória, em Vitória.

Com cerca de 66 bandas de congo catalogadas em várias regiões do Estado, o Congo é uma expressão artístico-religiosa que foi reconhecida, no ano de 2014, como Patrimônio Cultural do Espírito Santo, e é e herdada de povos indígenas e africanos.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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