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Leonel Ximenes

Durante a pandemia, 60 empresas são identificadas com indícios de fraude no ES

Empresas têm até 60 dias para comprovarem regularidade das operações; Com "Operação Estado de Destino", Sefaz já recuperou R$ 4,6 milhões nesse período

Publicado em 15 de Junho de 2020 às 05:00

Públicado em 

15 jun 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Nas 207 ações fiscais já concluídas durante a pandemia foram lavrados 447 autos de infração
Nas 207 ações fiscais já concluídas durante a pandemia foram lavrados 447 autos de infração Crédito: Divulgação
Durante a pandemia do novo coronavírus, de março até a primeira semana de junho, 60 empresas de diversos setores do Espírito Santo foram identificadas com suspeita de fraude pela Secretaria da Fazenda (Sefaz). O secretário da Fazenda, Rogelio Pegoretti, explica que são empresas conhecidas como “laranjas” ou “noteiras”. "Elas simulam a existência, já que existem apenas no papel e não de fato, e simulam também suas operações, pois emitem documentos que não condizem com operações mercantis reais", disse.
Após averiguação de auditores fiscais, as empresas são intimadas para comprovarem a regularidade de suas operações, podendo ocorrer o bloqueio de emissão e recepção de documentos fiscais eletrônicos, como forma de minimizar o dano aos cofres públicos. "E, caso não haja a comprovação em até 60 dias, as inscrições estaduais poderão ser canceladas ou cassadas", explicou o gerente Fiscal da Sefa, Bruno Aguilar.
De acordo com o subsecretário de Estado da Receita, Sergio Pereira Ricardo, as fraudes cometidas por essas empresas têm grande potencial lesivo à sociedade. "Essas fraudes podem gerar créditos inidôneos do ICMS, possibilitar o não registro da operação pelos reais destinatários ou reais emissores, e até mesmo acobertar cargas roubadas, registrar despesas fictícias, e permitir a lavagem de dinheiro de corrupção, por exemplo", afirmou.
O subsecretário acrescenta: "Nesses casos, é necessário um constante monitoramento e ação tempestiva da Receita Estadual para proteção ao erário", pontuou.

"OPERAÇÃO ESTADO DE DIREITO"

Com a "Operação Estado de Destino", que visa a recuperar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido nas operações interestaduais, referente ao diferencial de alíquotas (Difal) entre o Estado de origem e o Estado de destino da mercadoria, foram recuperados R$ 4.643.830,53, durante a pandemia.
Também nesse período, por meio do acompanhamento contínuo dos auditores fiscais aos grandes contribuintes do Estado, foram recuperados mais de R$ 1,5 milhão de ICMS.

OUTRAS AÇÕES

Também durante essa fase, foram emitidos 561 planos de auditoria fiscal, priorizando os setores econômicos menos afetados pela crise causada pela Covid-19, como o setor de supermercados e o de produtos farmacêuticos. Nas 207 ações fiscais já concluídas foram lavrados 447 autos de infração.
Algumas destas ações fiscais foram operações de trânsito, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante as operações, foi constatado o transporte de mercadorias sem documentação fiscal ou documentação inidônea. Destaque para cargas de cerveja proveniente de Estados do Nordeste.
O gerente fiscal Bruno Aguilar destacou que a sonegação é um mal que precisa ser combatido em qualquer época: “Os auditores fiscais estão sempre atuando para que os impostos devidos ao Estado não sejam sonegados e os comerciantes legalmente estabelecidos não sejam prejudicados pela concorrência desleal”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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