Sair
Assine
Entrar

Leonel Ximenes

Direitos Humanos faz nota de repúdio à igreja que sorteia arma no ES

"É totalmente contraditório e moralmente inaceitável a postura de instituições cristãs que pregam o armamento da população civil", diz manifesto do colegiado

Publicado em 01 de Junho de 2022 às 13:26

Públicado em 

01 jun 2022 às 13:26
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O regulamento da rifa da espingarda calibre 12 que está sendo sorteada pela Igreja Povo da Cruz
O regulamento da rifa da espingarda calibre 12 Crédito: Divulgação
O Conselho Municipal de Direitos Humanos da Serra publicou uma nota de repúdio à Igreja Povo da Cruz, que, conforme divulgou a coluna em primeira mão, está promovendo uma rifa de uma espingarda calibre 12 para arrecadar fundos para a reforma de uma área infantil do templo, localizado em Laranjeiras, no próprio município.
“Assistimos com perplexidade matéria divulgada pela imprensa local e em outras mídias sociais. A Constituição Federal e o Código Civil Brasileiro garantem o direito de culto, a liberdade religiosa e de crença e de livre associação com finalidade religiosa, desde que haja clara determinação dos direitos e deveres comuns”, diz trecho da nota.
"Recomendamos que instituições religiosas, em um ato cívico, se unam aos demais organismos e instituições em prol do bem comum, da paz e da justiça social. Que promovam a vida e não a morte!"
Conselho Municipal de Direitos Humanos da Serra -
A nota do Conselho de Direitos Humanos da Serra prossegue e demonstra preocupação com o destino da arma que será sorteada numa “ação entre amigos”, como a igreja evangélica de Laranjeiras prefere chamar: (...) “Assim, é totalmente contraditório e moralmente inaceitável a postura de instituições cristãs que pregam o armamento da população civil. Cabe ressaltar que em um sorteio não se tem controle sobre o vencedor, portanto é algo que extrapola a liberdade religiosa e pode se configurar crime”.
Por fim, o Conselho pede a apuração do fato e a instauração de um inquérito. (...) “Cabe uma denúncia formal às autoridades competentes para apuração dos fatos, instauração de inquérito e o cumprimento das devidas medidas para inibir posicionamentos que ferem a segurança e a paz das pessoas”.

COMO FUNCIONA O CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA SERRA

O Conselho Municipal de Direitos Humanos da Serra foi instituído em 2016 e reformulado pela Lei Municipal Nº 4.900, de 17 de Setembro de 2018 e tem mandato estipulado em três anos. É vinculado administrativamente à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Sedir). Com 26 membros titulares, dos quais 13 são representantes do poder público e 13 representam a sociedade civil, tem entre as competências as atribuições de articular conselhos, fiscalizar e propor medidas visando a efetividade dos direitos humanos, entre outras responsabilidades. A Polícia Militar e a Câmara de Vereadores da Serra também compõem o colegiado.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O que investimento de Joesley Batista em fabricante brasileira de armamentos em dificuldade indica sobre boom do setor bélico
Tiroteio em bar deixa dois homens baleados em Cariacica
Clientes de bar são baleados durante ataque a tiros em bairro de Cariacica
Imagem de destaque
Ex-nadadora Joanna Maranhão sobre xenofobia contra o filho na Alemanha: 'Não é para ser realidade na vida de uma criança de 6 anos'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados