O deputado do PT do Rio de Janeiro
que deu um tapa na cara do deputado capixaba Messias Donato (Republicanos-ES), numa sessão do Congresso Nacional no final do ano passado, vai ficar longe do adversário a partir de janeiro. É que Washington Quaquá foi eleito prefeito de Maricá, cidade do litoral Norte fluminense, com 73,74% dos votos válidos.
Washington Luiz Cardoso Siqueira, o Quaquá, de 55 anos, é considerado “o rei de Maricá”, cidade onde já foi prefeito por dois mandatos consecutivos (2009-2016). Ele é um colecionador de polêmicas.
Vice-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Quaquá já reclamou publicamente da
ex-presidente Dilma Rousseff, brigou em bar e até inaugurou uma estátua em homenagem a Che Guevara na cidade fluminense, bastião petista e cujo transporte coletivo é gratuito.
A confusão entre Quaquá e Messias Donato aconteceu no fim de dezembro de 2023, quando o parlamentar petista, com o celular em mãos, foi tirar satisfação com deputados da oposição que entoavam cantos chamando o
presidente Lula de "ladrão". Nikolas Ferreira (PL-MG) foi chamado de "viadinho" por Quaquá e, quando Donato repeliu o petista, foi agredido.
Messias, que é aliado do prefeito Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica, foi quem apresentou denúncia contra o parlamentar, mas a Polícia Federal (PF) já informou ao
Supremo Tribunal Federal (STF), onde o inquérito sobre o caso está tramitando, que os dois parlamentares cometeram o crime de injúria real, quando existe o uso de violência ou vias de fato para ofender alguém. O Código Penal prevê pena de três meses a um ano, além de multa e da pena correspondente à violência praticada.
Há cerca de 20 dias, a PF também solicitou à Suprema Corte mais prazo para concluir o inquérito e pediu que os ministros avaliassem se Donato também deveria ser investigado. A decisão do relator, ministro Cristiano Zanin, vai ao encontro da posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se mostrou favorável à inclusão do deputado capixaba no inquérito.