Como não pode participar de qualquer evento público em todo o território nacional, o parlamentar bolsonarista deve receber seu diploma por e-mail.
Em relação aos dois deputados estaduais capixabas investigados no inquérito contra suspeitos de organizarem atos antidemocráticos (Assumção e Carlos Von),
o ministro Alexandre de Moraes determinou a imposição de medidas cautelares.
As medidas são: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o Estado, proibição de uso de redes sociais ainda que por interpostas pessoas, proibição de concessão de entrevistas de qualquer natureza e de participação em qualquer evento público em todo o território nacional. Em caso de descumprimento, há previsão de multa diária de R$ 20 mil.
Uma semana antes da operação da PF, o mercado político já comentava a ação. Circulava uma lista com nomes dos possíveis alvos, entre eles o do jornalista Jackson Rangel e do deputado Capitão Assumção.
Por falar em Assumção, ele teve as contas de campanha rejeitadas pelo TRE-ES no início da semana.
A operação realizada pela
Polícia Federal nesta quinta-feira (15) também trouxe incertezas para a Câmara Municipal de Vitória. É que o presidente eleito da Casa, Armandinho Fontoura (Podemos), foi preso na operação, e os parlamentares não sabem como agir neste caso.
Vereador ouvido pela coluna, sob condição de anonimato, diz que se a prisão de Armandinho durar mais de 90 dias, terá que ser feita uma nova eleição para a presidência da Casa. E mais: será necessário, na opinião da fonte, que se convoque o suplente do parlamentar preso pela PF.
Por falar em Armandinho, o Podemos saiu da toca e divulgou uma nota dizendo que o vereador já pediu sua desfiliação do partido. Segundo a legenda, a autorização para a saída já foi concedida e o processo burocrático está em curso.
E a Câmara de Vitória, hein, que recentemente aprovou uma “moção de repúdio” contra Alexandre de Moraes?
Duas das maiores autoridades políticas do Estado estavam longe da quinta-feira de choro e ranger de dentes. O governador Renato Casagrande (PSB) manteve contatos em Brasília e o presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), foi tratar de assuntos particulares em São Paulo.
No dia da megacrise, o ex-vice governador César Colnago, numa aparente gafe, postou em suas redes sociais um #tbt com a foto dele, numa cafeteria, acompanhado dos vereadores Davi Esmael e Armandinho Fontoura, que foi preso nesta quinta. “O #tbt de hoje é para lembrar esse encontro com meus amigos @armandinhofontoura e @daviesmael, atuais vereadores de Vitória”, escreveu Colnago.
Horas depois da postagem, Colnago apagou a mensagem das suas redes.
De um irônico e atento leitor da coluna: “Quando as redes abertas se silenciam, como agora na ‘rrossa’, é sinal de que zap e telegram estão pegando fogo”.
Impressão geral na Assembleia Legislativa, sobre os policiais federais que foram cedo cumprir mandados de busca e apreensão nos gabinetes de Assumção e Carlos Von: “Foram extremamente cordiais”.
E os empresários que estão financiando e estimulando os atos antidemocráticos?