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Leonel Ximenes

Com tanta abstenção em Vitória, o voto ainda é obrigatório?

No 1° turno, segundo o TSE, quase um terço dos eleitores com curso superior não foi às urnas; índice foi maior que a média geral, que foi de 25,45%

Públicado em 

04 dez 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Eleitora justifica, pelo e-Título, sua ausência da eleição
Eleitora justifica, pelo e-Título, sua ausência da eleição Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
As eleições de Vitória tiveram como vencedor o Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas a alta abstenção (25,45%) foi preocupante. O exercício democrático não está atraindo aqueles que, na teoria, seriam os mais esclarecidos: os com diploma de ensino superior. As informações mais atualizadas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que 19.017 eleitores que cursaram alguma faculdade não foram às urnas da cidade no primeiro turno (os dados completos do 2º turno ainda não foram divulgados).
Os eleitores com terceiro grau de formação representaram cerca de 30% do total de ausências no dia 15 de novembro, que registrou 63.994 abstenções. Em seguida, vêm os eleitores com ensino médio completo (17.746 ou 27,7% das abstenções) e os com ensino fundamental incompleto (8.328 ou 13% das abstenções).
Jovens e adultos jovens foram os que mais deixaram de ir às urnas na Capital. A faixa etária de 30 a 40 anos reuniu 7.485 abstenções (11,69%), enquanto a de 25 a 29 anos contou com 7.224 ausências (11,28%).
Na base da pirâmide, os cidadãos com 16 anos foram em peso exercer seu direito democrático. Havia 1.521 jovens desta idade aptos para votar e, desses, 227 não compareceram. Isso representa somente uma ausência de 14,92% do eleitorado desta faixa etária na Capital.
Vitória está entre as 14 capitais que registraram abstenção acima de 25%, percentual superior ao índice nacional, que foi de 23,14%. Segundo o TSE, o total de votos válidos caiu em todas as 26 capitais do país em comparação com as eleições municipais de 2016.
As eleições no município mais importante do Espírito Santo deixam uma pergunta no ar: por que o desinteresse de votar de eleitores com curso superior e os jovens? Será que, na prática, votar já não está sendo um ato facultativo em Vitória e, de resto, no país?

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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