As eleições de Vitória tiveram como vencedor o
Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas a alta abstenção (25,45%) foi preocupante. O exercício democrático não está atraindo aqueles que, na teoria, seriam os mais esclarecidos: os com diploma de ensino superior. As informações mais atualizadas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que 19.017 eleitores que cursaram alguma faculdade não foram às urnas da cidade no primeiro turno (os dados completos do 2º turno ainda não foram divulgados).
Os eleitores com terceiro grau de formação representaram cerca de 30% do total de ausências no dia 15 de novembro, que registrou 63.994 abstenções. Em seguida, vêm os eleitores com ensino médio completo (17.746 ou 27,7% das abstenções) e os com ensino fundamental incompleto (8.328 ou 13% das abstenções).
Jovens e adultos jovens foram os que mais deixaram de ir às urnas na
Capital. A faixa etária de 30 a 40 anos reuniu 7.485 abstenções (11,69%), enquanto a de 25 a 29 anos contou com 7.224 ausências (11,28%).
Na base da pirâmide, os cidadãos com 16 anos foram em peso exercer seu direito democrático. Havia 1.521 jovens desta idade aptos para votar e, desses, 227 não compareceram. Isso representa somente uma ausência de 14,92% do eleitorado desta faixa etária na Capital.
Vitória está entre as 14 capitais que registraram abstenção acima de 25%, percentual superior ao índice nacional, que foi de 23,14%. Segundo o TSE, o total de votos válidos caiu em todas as 26 capitais do país em comparação com as eleições municipais de 2016.
As eleições no município mais importante do
Espírito Santo deixam uma pergunta no ar: por que o desinteresse de votar de eleitores com curso superior e os jovens? Será que, na prática, votar já não está sendo um ato facultativo em Vitória e, de resto, no país?