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Leonel Ximenes

Chegou a hora de tirar as manchas de um patrimônio do ES

Paredes da construção do século XVI estão tomadas por fungos, problema agravado com a chuva; recuperação começará nos próximos dias

Publicado em 08 de Dezembro de 2021 às 17:06

Públicado em 

08 dez 2021 às 17:06
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Manchas provocadas por fungos tomaram as paredes da Igrejinha do Rosário, na Prainha
Manchas provocadas por fungos tomaram as paredes da igrejinha do Rosário, na Prainha Crédito: Leonel Ximenes
Quem passa pela Prainha, o bairro histórico de Vila Velha, se choca com a cena: a velha igrejinha do Rosário, que remonta aos primeiros anos da colonização do Espírito Santo, está com suas paredes brancas tomadas por manchas pretas, provocadas por fungos. A boa notícia é que essa é uma situação provisória e com data para acabar. Aos fatos.
Restaurada em 2016, o templo está todo manchado, processo agravado nos últimos dois meses com as chuvas. O telhado acabou ficando avariado, o que provocou pequenos danos na pintura no interior do templo dedicado à padroeira da cidade.
Entretanto, a boa notícia é que o Instituto Modus Vivendi, que restaurou a igrejinha, a Catedral Metropolitana de Vitória e o conjunto arquitetônico do Santuário Nacional de Anchieta, entre outras intervenções, promete iniciar os reparos na matriz católica tão logo o tempo permita.
A primeira parte da obra é retirar as manchas de fungo que estão nas paredes. Para esse serviço, uma empresa patrocinadora vai remover, de forma gratuita, as manchas e depois pintar as paredes com uma cal especial adequada à edificação histórica.
Logo em seguida, o telhado será consertado, nos pontos onde for necessário, e a pintura da parte interna da igreja, afetada pelas goteiras, será recuperada, num serviço que será executado por especialistas com o acompanhamento e supervisão do Modus Vivendi.
"Por causa da chuva, várias telhas foram deslocadas. A gente não sabe ainda como está a situação lá em cima da igreja. Estamos esperando passar essa chuva para subir e corrigir esse telhado”, explica Erika Varejão, especialista em restauração de patrimônio histórico e religioso e presidente do Instituto Modus Vivendi.
Segundo ela, por causa dos danos sofridos pelo telhado, parte da pintura interna da igreja também foi danificada: “Este vai ser um serviço posterior. A prioridade agora é proteger e conservar o telhado”.
Os reparos, destaca a especialista, já estão prontos para serem executados: “Já estamos com a mão de obra de prontidão esperando que a chuva pare para que possamos começar imediatamente o trabalho.Vamos começar lavando, tirando os fungos e fazendo o tratamento das paredes. “Em seguida, será feita a pintura com cal”.
Mas, por causa das condições instáveis do tempo, Erika não quis prometer entregar todo o trabalho de reparo da igreja antes do Natal: “Não é um trabalho simples, é preciso que se faça um tratamento antes da pintura. Mas a gente espera que pelo menos a fachada esteja pronta para o Natal”, planeja.
Em reunião realizada na noite de terça-feira (7), a Prefeitura de Vila Velha informou que está estudando uma forma legal de criar uma espécie de fundo municipal que será utilizado na manutenção e preservação dos monumentos históricos da cidade, evitando que se deteriorem por falta de recursos.
Segundo alguns estudiosos, a Igrejinha do Rosário de Vila Velha, construída em 1535 no Sítio Histórico da Prainha, é o templo católico mais antigo do país ainda em atividade litúrgica.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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