A presidente do Conselho Estadual Sobre Drogas (Coesad), a
advogada Nara Borgo, foi a mais votada entre os candidatos para formação da lista tríplice do Colégio de Presidentes do Conselho de Políticas Sobre Drogas, para compor o Conselho Nacional de Políticas Sobre drogas (Conad). Mas isso não foi suficiente: ela ganhou e não levou.
O
presidente da República, Jair Bolsonaro, ignorou o resultado favorável a Nara, que também é secretária de Estado de Direitos Humanos, e acabou escolhendo o segundo e terceiro colocados na eleição para compor o Conad, na condição de titular e suplente. O ato foi publicado no Diário Oficial da União, na semana passada, pelo Ministério da Justiça.
Dos atuais dez membros do colegiado, oito são designados por diferentes ministérios, como os da Defesa, Economia, Educação e Relações Exteriores.
"Infelizmente o Conselho Estadual, mesmo sendo escolhido entre seus pares, ganhando a lista tríplice, não foi escolhido, o que acaba sendo um desrespeito à vontade da maioria",lamenta Nara.
Presidido pelo
ministro da Justiça, o Conad tem, entre outras atribuições relevantes, aprovar, reformular e acompanhar o Plano Nacional de Políticas sobre Drogas e acompanhar e se manifestar sobre proposições legislativas referentes às drogas em todo o país.