Principal atração do recém-inaugurado
Parque da Prainha, a chamada Fonte Interativa de Águas Dançantes tem atraído muitas crianças, mas também polêmicas. É que nas redes sociais têm surgido, nos últimos dias, depoimentos de supostas mães dizendo que seus pequenos tiveram problemas de saúde após se banharem nas águas do chafariz.
Em algumas postagens, pessoas reclamam do cheiro excessivo de cloro e até de urina na fonte interativa que tem área de 339 m² e 24 jatos automatizados. Mas teve gente também que aprovou o trabalho de manutenção da estrutura no Parque da Prainha.
A discussão ganhou tal magnitude que a
Prefeitura de Vila Velha teve que se socorrer das mesmas redes sociais para negar que as águas da fonte representem algum perigo à saúde das crianças.
Segundo a secretária de Obras da PMVV, Menara Cavalcante, todo o processo de tratamento da água é acompanhado por um químico responsável de uma empresa contratada pela prefeitura.
Ela sustenta que a água da fonte interativa é tratada pela
Cesan, com 1,5 ppm de cloro, e no reservatório da própria fonte recebe tratamento adicional, o mesmo utilizado para piscinas de grande uso, que recebem cloro de 3 a 4 ppm.
“Fiquem tranquilos, a água é segura, está sendo monitorada e tem cem por cento de credibilidade”, afirma a secretária, em um vídeo da prefeitura publicado no Instagram.
Na mesma postagem, Luiz Carlos Nunes, o químico prestador de serviço contratado para fazer o tratamento da água da fonte, explica o mecanismo de manutenção da estrutura hídrica.
“É uma água filtrada, que passa por um filtro de areia, de quatro a seis horas por dia. É o cloro que isenta qualquer proliferação de bactérias, fungos e germes”, pontua o especialista.
A Prefeitura de Vila Velha informa que a fonte interativa conta com uma casa de máquina com filtro na parte subterrânea e que a filtragem da água é feita diariamente, das 22h às 2h.
“A água é a mesma utilizada nas residências, ou seja, fornecida pela Cesan. O químico responsável avalia o residual livre (cloro), o PH da água, a alcalinidade, o ácido cianúrico e a dureza cálcica, garantindo assim a qualidade da água”, diz nota da PMVV enviada à coluna.