O coronavírus mata, mas o “vírus” da ignorância e do preconceito contribui para aumentar o caos em que vivemos. Veja o exemplo de uma senhora de fino trato numa academia da
Praia da Costa. Inconformada com o fechamento da unidade a partir de quinta-feira, ela espalhou sua falta de empatia: “Isso é culpa dos mendigos que viajaram para a Itália na baixa temporada”.
Não satisfeita, a madame emendou que não precisava fechar a academia, porque as pessoas poderiam frequentá-la “por sua conta e risco”.
Esse sacrifício imposto à coletividade é necessário para quebrar a cadeia de contaminação do coronavírus. Quanto menos gente circulando nas ruas e no comércio, mais rapidamente a situação voltará à normalidade. Países que não foram tão rígidos no começo da pandemia, como Itália e Espanha, hoje estão enterrando seus mortos em uma quantidade inédita desde a Segunda Guerra Mundial.
A Itália, por exemplo, registrou ontem (20) mais 627 mortes pelo novo coronavírus — a maior alta diária desde o início da pandemia. Com isso, o número de vítimas da Covid-19 no país chegou a 4.032, superando a China, que tem uma população 23 vezes maior que a italiana. Portanto, é melhor parar de malhar agora para, daqui a algum tempo, a gente continuar a ter saúde e qualidade de vida. E que a pobreza seja superada para que todos possam conhecer as belezas do mundo. Inclusive a Itália.