Colatina sempre foi sinônimo de café. Foi. Pelo menos em Itaimbé, no Vale de Santa Joana, no interior do município, a paisagem está cada vez mais colorida pelas flores. Na região, o agricultor Edinho Boss conseguiu manter boa parte da produção das rosas bicolores, as mais demandadas do mercado. São 500 dúzias comercializadas por semana
No terreno Boa Esperança, a beleza multicolorida do cultivo de rosas e flores ornamentais é importante para a diversificação da agricultura familiar. Em alta no mercado, especialmente para a confecção de buquês, as rosas bicolores – vulcão e paloma – tomam conta dos 13 mil pés do roseiral que pertence a três famílias que vivem da agricultura familiar. O maior destaque vai para a rosa vulcão – branca e vermelha.
“São flores ornamentais com cores mais fortes e que estão em alta no mercado. O público não quer mais as cores com tons pastéis não”, explica Edinho, com 15 anos de experiência no cultivo de flores ornamentais. E para atender ao mercado, ele também produz o acabamento das flores usado para montar buquês de noivas.
Junto com mais dois irmãos, suas respectivas mulheres e mais quatro colaboradores, Edinho dá conta de um roseiral de 1,5 hectare com uma produção de 500 a 600 dúzias de rosas por semana. “Isso porque a demanda caiu na pandemia, mas mesmo assim conseguimos comercializar.” Há também outro hectare onde são cultivadas flores ornamentais como crisântemo, tango e aster.
O secretário estadual de
agricultura, Paulo Foletto, esteve no roseiral para conhecer a rosa alaranjada, uma outra variedade que tem valor comercial mais elevado. Foi o próprio Edinho quem desenvolveu essa espécie em sua plantação após comprar mudas em São Paulo.
“A diversificação da agricultura familiar nesta região está mais forte e sólida com a estrada Colatina-Itaimbé e também tem a presença da mulher na agricultura'', destacou Foletto.