Não se trata mais de “se a moda pega…”, porque parece que já pegou. Depois de
Alfredo Chaves e
Itaguaçu, é a vez de Guaçuí reduzir a carga horária de trabalho dos servidores municipais. Desde o dia 20 de novembro, o expediente na prefeitura é de cinco horas diárias (7h ao meio-dia) até 31 de janeiro de 2024.
É uma redução significativa da carga horária da prefeitura, que até então funcionava das 8h às 11h e das 13h às 17h, ou seja, sete horas diárias de expediente com intervalo de duas horas de almoço. O novo horário só não vale para os serviços considerados essenciais e as escolas municipais de
Guaçuí.
Os motivos apontados para a diminuição das horas trabalhadas seguem o roteiro das demais prefeituras que recorrem à mesma medida: “Esta decisão visa atender à necessidade de implementar ações de contenção de despesas, otimização dos recursos existentes e qualificação do gasto público”, alega a prefeitura.
E ainda arremata com um autoelogio: “A medida demonstra o comprometimento da administração municipal em enfrentar desafios econômicos de maneira responsável, assegurando a continuidade dos serviços essenciais à população”.
No decreto em que reduz o expediente, assinado pelo prefeito Marcos Luiz Jauhar (Podemos), consta que “não haverá redução no vencimento dos servidores em decorrência da medida”.
Está certo, mas não seria o caso de uma redução dos impostos municipais por conta da diminuição da carga horária de trabalho?
Com todo o respeito, claro…