Vamos aproveitar a manchete do próprio site da Câmara de Vereadores de
Iúna para introduzir esta pauta: “Saiba o que a Câmara Municipal aprovou na Sessão Ordinária desta segunda-feira (19)”. A resposta, segundo a Casa: os parlamentares apreciaram e aprovaram um voto de pesar, seis moções de aplausos e uma indicação.
A pauta da 14ª sessão ordinária do ano, sem projeto de lei ou algo mais importante para ser apreciado, marcou mais uma vez a rotina legislativa da Câmara de Iúna, cidade do Caparaó conhecida pela excelência do seu
café.
Mas uma das seis moções de aplausos chamou a atenção. A gentileza foi direcionada à excelentíssima senhora Maria Imaculada Dutra Dornelas (União Brasil), mais conhecida como Imaculada, prefeita de Manhuaçu, em
Minas Gerais, “pela excelência no trabalho que vem realizando frente à administração municipal”, como descreve o site do legislativo iunense.
E olha que Manhuaçu, também conhecida pela qualidade do seu café, não fica assim nem tão pertinho da cidade capixaba. Pela BR 262, segundo o Google Maps, 72 quilômetros separam as sedes dos dois municípios.
E o que faz vereadores do Espírito Santo serem tão diligentes na avaliação de um prefeito de outro Estado? Talvez seja necessário um bom gole de café antes de decifrar essa questão.
O que não tem mistério algum é a remuneração dos 11 (todos homens) nobres vereadores iunenses. Para participar de três sessões mensais, eles recebem, segundo o Portal de Transparência da Câmara, R$ 7.460, o que corresponde a um ganho de R$ 2.486 por sessão.
Ainda bem que o preço do café está em alta.