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Avanços

ES tem condições de sonhar grande, com mais ambição

Para esse salto de qualidade, contudo, penso que precisamos avançar conjuntamente como sociedade, e naturalmente na gestão pública, considerando todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário

Publicado em 03 de Março de 2024 às 01:00

Públicado em 

03 mar 2024 às 01:00
Léo de Castro

Colunista

Léo de Castro

Temos abordado neste espaço ao longo de quase quatro anos a importância de trabalharmos por avanços institucionais, no Espírito Santo e no Brasil, em busca de um salto de qualidade na oferta de serviços públicos, incluindo educação, infraestrutura, segurança e saúde, gerando um ambiente favorável ao empreendedorismo e ao desenvolvimento.
Acredito que todas as grandes conquistas da vida, no plano pessoal ou profissional, demandam disciplina e perseverança, acima de tudo. E isso vale também para a gestão pública e seus impactos na evolução da sociedade. Por isso voltamos ao tema hoje, reforçando com as nossas lideranças a necessidade de perseverança e ambição, para de fato alcançarmos um resultado transformador.
Tivemos grandes avanços no Espírito Santo nos últimos 22 anos, é preciso reconhecer. O governo estadual divulgou em dezembro, por exemplo, a decisão de implantar 28 novas escolas em tempo integral, elevando para um total de 184 instituições no ES. Estamos no topo do ranking do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do país. Mas penso que isso não é suficiente.
Os desafios da educação evoluem ao longo do tempo, precisamos estar sempre atualizados e na verdade estamos patinando na implantação do ensino médio profissionalizante, lembrando que o Brasil está nas últimas posições do Pisa 2022, um levantamento que inclui 81 países. Em matemática, por exemplo, ficamos atrás de Colômbia, Peru, Chile e México.
No país com uma geração nem-nem, o ensino profissionalizante dá aos jovens a oportunidade de entrar no mercado de trabalho em posições mais qualificadas, que pagam os melhores salários, como acontece nos países da OCDE – comemoramos hoje uma taxa de desemprego na faixa de 7% e em queda, mas pleno emprego com a vasta maioria ganhando um ou dois salários mínimos e limitada capacidade de consumo não chega a ser motivo de grandes comemorações.
Os avanços sociais, o equilíbrio das contas públicas e a estabilidade política e institucional alcançados no Espírito Santo nas últimas duas décadas são efetivamente um patrimônio importantíssimo a ser preservado por toda a sociedade. No entanto, o que propomos é que esses avanços sejam associados a uma ambição maior, para promovermos uma transformação que gere prosperidade em escala para todos.
O equilíbrio fiscal e a capacidade de investimentos públicos são muito importantes, mas não são um fim em si, naturalmente. Podemos usar todo esse potencial para ampliar os investimentos em educação, buscando os padrões de excelência internacional.
Na saúde, temos um enorme caminho a avançar em duas frentes: investimentos de infraestrutura de atendimento hospitalar e na evolução da gestão, pois é consenso que não falta recursos a esta área e sim gestão: gastar corretamente. Saúde é dignidade no momento mais delicado da existência do ser humano, temos que evoluir mais rápido nesta frente.
Vemos na infraestrutura novelas que se arrastam há décadas, como a duplicação das BRs 262 e 101 e a agenda de investimentos em portos e ferrovias. O ramal ferroviário da Vale, por exemplo, ligando Cariacica a Anchieta, é uma obra que já havia sido anunciada no governo Paulo Hartung, e mal começou a sair do papel, com previsão de entrega somente para 2030.
A BR 101 está sendo duplicada no sentido Sul
A BR 101 está sendo duplicada no sentido Sul Crédito: Eco101/Divulgação
Com saltos de qualidade na saúde, saneamento, educação e infraestrutura, podemos evoluir para uma sociedade com maior autonomia, cidadania e independência em relação ao Estado, com uma cultura de empreendedorismo que promova a prosperidade.
Para esse salto de qualidade, contudo, penso que precisamos avançar conjuntamente como sociedade, e naturalmente na gestão pública, considerando todos os poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e considerando também a valorização do servidor público, com a devida qualificação dos quadros e estabelecimento pleno da meritocracia e da cultura pró-empreendedorismo.
Precisamos, em resumo, de uma máquina pública cada vez mais comprometida com a excelência na gestão, com visão ambiciosa de mundo, conectada com as melhores práticas globais e que estimule e crie condições para o cidadão buscar sua autonomia plena em todos os sentidos. O nosso Estado, por tudo que conquistou até agora, está em condições de sonhar grande! Vamos todos somar esforços a esse sonho!

Léo de Castro

Empresario, vice-presidente da CNI e presidente do Copin (Conselho de Politica Industrial da CNI). Foi presidente da Findes. Neste espaco, aborda economia, inovacao, infraestrutura e ambiente de negocios.

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