Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Medicina

Contra doenças, o que mais esperar da ciência em 2023?

Novos tratamentos contra o câncer de mama e  Parkinson estão no radar, assim como nova forma de rastreamento do câncer de próstata

Publicado em 26 de Janeiro de 2023 às 00:01

Públicado em 

26 jan 2023 às 00:01
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

Há duas semanas escrevemos, neste espaço, sobre previsões da revista Nature para 2023, no campo da ciência. Hoje vamos comentar alguns importantes ensaios clínicos de vários centros de pesquisa no mundo, que podem ter resultados neste ano.
Na Espanha, o professor Jordi Salvadó desenvolve um grande estudo de intervenção baseado principalmente na dieta mediterrânea e na promoção de atividade física, como uma estratégia sustentável em adultos obesos e com sobrepeso para reduzir doenças cardiovasculares e mortalidade. Envolve quase 700 participantes recrutados em 23 centros.
A dieta mediterrânea tradicional é rica em azeite de oliva, nozes, vegetais, cereais, legumes e frutas, com baixo consumo de carne, especialmente carne vermelha. Vinho, com bastante moderação, pode ser usado nas refeições.
Na Suíça, o professor Nicola Aceto investiga uma medicação conhecida pelos cardiologistas, a digoxina, no seu curioso efeito de redução de agregados (“clusters”) de células tumorais em câncer de mama metastático. Caso bem-sucedida, seria um estratégia inovadora no tratamento de câncer. 
Cientistas brasileiros identificam possível antiviral para tratamento da Covid
Crédito: Pixabay
Roger Albin, professor de neurologia da Universidade de Michigan, está investigando uma droga já usada no tratamento de diabetes, o exenatide, em pessoas idosas com doença de Parkinson, uma nova arma para esse mal.
No campo das doenças infecciosas,  Olaf Valverde, estudioso de doenças negligenciadas, espera as conclusões de estudo de uma nova droga para tratar a doença do sono, causada por um parasita transmitido pela mosca tse tse, endêmica no sudeste da África. Essa doença ainda hoje é tratada com derivados arsênicos muito tóxicos e mortais para muitos pacientes.
No grupo das doenças conhecidas por distrofias musculares, em que jovens e crianças perdem a capacidade de andar e às vezes mesmo de respirar, tornando-se dependentes de cadeiras de rodas, a Dra Simone Spuler, da Charité-Universitätmedizin em Berlim, desenvolve uma pesquisa inovadora. O grupo de pesquisa liderado por ela tenta editar os genes de distrofias musculares com a nova tecnologia CRISPR-Cas9, em um experimento chamado ensaio bASKet.
Na oncologia, o Dr. Anssi Auvinem, da Tampere University na Finlândia, coordena um estudo com 117.200 homens acima de 50 anos, tentando desenvolver um rastreamento de câncer de próstata que seja mais eficaz que a atual dosagem de PSA, que leva a um excessivo diagnóstico de tumores de muito baixo risco. Enfim, esses são apenas alguns exemplos de esforços de cientistas de todo o mundo em busca de avanços importantes para 2023.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doenças Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaço, reflete sobre saúde e qualidade de vida

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Show do intervalo da final da Copa tem Madonna com Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho e homenagem a Pelé
Parte da nova orla do Canal de Camburi, na Praia do Canto, foi inaugurada
Canal de Camburi: veja como ficou o novo espaço de lazer em Vitória
Vista de Itarana
Polícia Militar, Itarana e Vitória: 28 mil vagas em concursos e seleções

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados