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Fábrica em Aracruz

GWM vai fabricar linha Ora e Haval H6 no ES

Anúncio foi feito durante lançamento da pedra fundamental da futura fábrica em Aracruz e utilizará a nova plataforma GWM1 para modelos híbridos e elétricos

Publicado em 30 de Junho de 2026 às 17:28

Públicado em 

30 jun 2026 às 17:28
Karine Nobre

Colunista

Karine Nobre

Fábrica da GWM em Areacruz
Modelos foram adiantados durante lançamento da pedra fundamental da fábrica da GWM em Aracruz Karine Nobre

O SUV Haval H6 e os modelos da linha de elétricos Ora, incluindo o recém-lançado Ora 5, serão os primeiros veículos produzidos na nova fábrica da GWM (Great Wall Motor) em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A confirmação foi feita nesta terça-feira (30), durante a cerimônia oficial de lançamento da pedra fundamental da unidade capixaba. Os automóveis serão montados sobre uma nova base de fabricação global (chamada de plataforma GWM1), desenvolvida para receber motores híbridos e elétricos.


A expansão da fabricante chinesa para o território capixaba chega no momento em que a sua primeira fábrica no país, em Iracemápolis (SP), alcança a capacidade máxima de produção, que é de 40 mil unidades anuais. Com a projeção de comercializar mais de 100 mil veículos no mercado brasileiro já em 2026, a marca demandou uma nova linha de montagem para sustentar o ritmo de vendas e iniciar sua operação como plataforma exportadora para a América Latina.


“A capacidade da primeira planta não é suficiente, não conseguindo atender à nossa demanda. Então na fábrica de Aracruz, iremos produzir em cima da plataforma GWM1. Ela vai ter multienergia, vários tipos de motorização e de demandas e design para atender o mercado brasileiro”, explica Xiangjun Meng, Chief Product Officer (CPO) da GWM Global.

Diretor de produção global da GWM (CPO) Xiangjun Meng
Diretor de produção global da GWM (CPO) Xiangjun Meng Carlos Alberto Silva

A presença do CPO indica que o projeto de Aracruz é acompanhado diretamente pela liderança global da empresa, e não apenas pela operação brasileira. Abaixo apenas do fundador da marca, o cargo de Meng faz dele o executivo responsável pela estratégia global dos veículos da montadora. 

Estratégia

O projeto industrial está inserido no plano de investimentos de R$ 10 bilhões da GWM para o ciclo de dez anos no Brasil. O complexo de Aracruz foi planejado para operar em dois turnos em sua capacidade plena, o que exigirá a contratação de mão de obra especializada e o desenvolvimento técnico de fornecedores locais.


“Por se tratar de uma operação industrial automotiva moderna e pronta para diferentes tecnologias, esperamos desenvolver oportunidades em diferentes níveis de qualificação. Isso inclui profissionais operacionais para atividades produtivas, técnicos especializados para processos industriais de maior complexidade e engenheiros que poderão apoiar tanto atividades ligadas à manufatura quanto ao desenvolvimento e adaptação de produtos para atender às necessidades do mercado”, afirma Ricardo Bastos, diretor de Assuntos Institucionais da GWM.

Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da GWM Brasil
Ricardo Bastos: "Esperamos desenvolver oportunidades em diferentes níveis de qualificação" Carlos Alberto Silva

Para dar suporte ao volume de produção projetado, o governo do Espírito Santo lidera articulações de infraestrutura e fornecimento de matérias-primas, incluindo negociações com a ArcelorMittal para a instalação de uma unidade de processamento de aço galvanizado a frio no estado, reduzindo a dependência de insumos processados em outras regiões do país.


“Uma indústria como essa vai exigir muita água, muita energia, muito gás e uma coisa muito importante: mão de obra qualificada. Por isso nós estamos mobilizados. Nós estamos trabalhando, por exemplo, com a ArcelorMittal na implantação de uma unidade de fabricação e de laminamento de tiras a frio com galvanização, para que parte desse aço possa ser consumido aqui por uma empresa como a GWM”, acrescenta Ricardo Ferraço, governador do Espírito Santo.


A Nova ES (Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo) assume o monitoramento das próximas fases do empreendimento em Aracruz, que incluem o detalhamento dos estudos de engenharia, os processos de licenciamento ambiental do terreno e a estruturação do parque logístico para o escoamento de componentes e veículos prontos.

Formalização do acordo para construção da fábrica da GWM no ES
Formalização do acordo para construção da fábrica da GWM no ES Carlos Alberto Silva

Segundo Patrícia Gouvêa, diretora-presidente da Nova ES, esse novo ecossistema de empresas fornecedoras pode trazer mais oportunidades para o Estado, inclusive a chegada de novas montadoras. “Depois do anúncio da GWM, o Espírito Santo entrou no radar do setor e a gente já tem no nosso pipeline outras empresas que a gente está conversando, em diferentes níveis de maturidade, mas tem sim outras montadoras, empresas que são fornecedoras da cadeia”, conta. 


Para Bruno Conti, diretor da GW Lider, a chegada da fábrica reforça a presença da marca no Espírito Santo e amplia as perspectivas de crescimento. “Para nós é muito positivo representar uma marca como a GWM com exclusividade no Estado. Já temos quatro concessionárias e acreditamos que a fábrica contribuirá para uma adesão ainda maior dos consumidores capixabas, que terão a montadora cada vez mais próxima”, destaca.

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Karine Nobre

A jornalista Karine Nobre traz, semanalmente, análises do mercado automotivo, especulações e novidades do que acontece no setor, no Espírito Santo, Brasil e no mundo.

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